Ilha Anchieta tem acessos para turista com necessidades especiais

Com a vegetação completamente regenerada, o Parque Estadual da Ilha Anchieta, em Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo, superou seu passado trágico. Em 1952, o presídio que ficava lá foi palco de uma rebelião

  
  

Com a vegetação completamente regenerada, o Parque Estadual da Ilha Anchieta, em Ubatuba, Litoral Norte de São Paulo, superou seu passado trágico. Em 1952, o presídio que ficava lá foi palco de uma rebelião na qual morreram 22 pessoas. Hoje, além de atrair gente que busca tranqüilidade, o relevo plano e o mar calmo fazem do local um dos destinos mais indicados para pessoas com necessidades especiais. Na Praia do Presídio, principal porta de entrada da ilha, o clima é de calmaria, mas não por acaso. As visitas são limitadas a 1.020 pessoas por dia. Também não é possível hospedar-se no parque e tampouco há restaurantes. Por isso, fique em algum hotel em Ubatuba e leve lanches!

Os turistas têm duas opções para chegar à Ilha Anchieta: pegar uma embarcação

a partir do Saco da Ribeira ou da Praia de Itaguá. Escunas fazem o passeio por, em média, R$ 20 e permanecem na ilha por duas horas. Quem quiser ter mais tempo no parque deve alugar um barco menor - para grupos de cinco pessoas, o aluguel sai a partir de R$ 20, por turista. À parte, é preciso pagar R$ 2 para ter acesso ao parque.

Um dos principais passeios é a trilha histórica, monitorada por guias que moraram no local quando o presídio ainda funcionava. Filho de militar, Celso Sales de Almeida, de 61 anos, passou sua infância na ilha. A casa onde foi criado, hoje em ruínas, fica no trajeto dos visitantes. “Ainda me emociono quando olho. Aqui tive a melhor fase da minha vida”. A maioria das trilhas é fácil e pode ser feita por cadeirantes.

Mesmo assim, a intenção da coordenadora do parque, Viviane Buchianeri, é facilitar ainda mais os acessos. O primeiro passo para isso foi a criação do projeto Eficiente Ambiental, que ainda não saiu do papel por falta de patrocínio. A idéia, além de adaptar as dependências, consiste em capacitar como guias jovens com deficiência. “Toda essa transformação está estimada em R$ 9 milhões”, afirma Viviane. No parque, além das trilhas planas, há uma maquete de madeira onde é possível “mostrar” aos cegos o relevo da ilha.

Exemplo em regeneração de mata, a Ilha Anchieta também atrai pesquisadores. É difícil de acreditar, mas até meados dos anos 70 todo o parque não passava de um pedaço de terra desmatado por causa da construção do presídio. Em 1977, depois de elevada à condição de Parque Estadual, a ilha viu a vegetação natural ressurgir. Mas o impacto do dano ambiental ainda pode ser sentido.

Na década de 80, cogitou-se construir um hotel no local. Alegavam que a ilha “não tinha vegetação nativa nem fauna interessante”. A solução encontrada na época foi levar para lá alguns animais do zoológico de São Paulo. “Hoje, vivemos um problema de superpopulação de capivaras. Elas foram introduzidas na ilha, porém, não têm seu predador natural, a onça”, diz Viviane.

Natália Zonta / AE

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Fonte: Jornal de Turismo

  
  

Publicado por em

Karina

Karina

6/5/2009 09:07:22
Como resolver o problema da Ilha Anchieta sem matança de animais?