Litoral sul de Pernambuco desenvolverá Plano Diretor de Turismo

Em Ipojuca, são três os tipos de ocupação do solo: rural com prevalência da plantação de cana-de-açúcar, industrial com o porto de Suape e claro, o turismo. Com tamanha diversidade, só mesmo um plano d

  
  

Em Ipojuca, são três os tipos de ocupação do solo: rural com prevalência da plantação de cana-de-açúcar, industrial com o porto de Suape e claro, o turismo. Com tamanha diversidade, só mesmo um plano diretor para definir a política de desenvolvimento ideal. O município acaba de lançar o primeiro esboço do plano para os próximos dez anos.

O projeto será essencialmente destinado à promoção da atividade turística no local e sua compatibilização com as demais atividades, especialmente a industrial que tem potencial de crescimento semelhante ao do turismo.

O plano diretor vai ajudar a identificar os problemas e as potencialidades do município situado no Litoral Sul de Pernambuco a pouco mais de 60km do Recife. O embasamento técnico e estatístico vai permitir a definição da forma adequada para o planejamento estratégico do pólo. Não poderia ser diferente, afinal, Porto de Galinhas, por exemplo, já conquistou cinco vezes o título de melhor praia do Brasil. Economicamente, o balneário já desponta como referência nacional pela convivência harmônica entre as pousadas e os novos resorts.

De acordo com o prefeito, Pedro Serafim Filho, o plano diretor vai enquadrar o município na lei e adequar a cidade com responsabilidade e ciência às novas indústrias e empreendimentos instalados no Litoral Sul.
“Vamos delimitar o que pode ser feito sempre com cuidado para preservar o meio ambiente, afinal, é a beleza natural que atrai os turistas. O turismo, a indústria que não polui, é a grande fonte geradora de recursos”, reforça.

Segundo a secretária de desenvolvimento econômico, turismo e urbanismo de Ipojuca, Simone Osias, o plano será construído participativamente em audiências públicas com a sanção da Câmara de Vereadores. “Será principalmente um estudo da capacidade de carga que Ipojuca pode crescer sem provocar o desgaste do destino”, diz.

Nesse sentido, será um plano de ordenamento da ocupação do solo prevendo a expansão de forma harmoniosa e sustentável das diversas atividades econômicas, especialmente focada no turismo como vetor de mudança de qualidade de vida dos moradores de Ipojuca.

Para Simone, é também uma boa oportunidade de estudar os conflitos de tipos de ocupação. Isso porque é uma preocupação do município, formado pelos distritos de Ipojuca sede, de Camela, de Nossa Senhora do Ó e pelos povoados de Porto de Galinhas, Praia do Touquinho e Suape, encontrar um modelo ideal de convivência entre o setor industrial portuário de Suape e o ecossistema formado pelas belas praias do Litoral Sul.

Tanto é que já há esforços para disciplinar as atividades turísticas através da capacitação dos profissionais do setor como bugueiros e jangadeiros, despertando a consciência da exploração racional e sustentável das potencialidades locais especialmente do meio ambiente.

O município está paulatinamente elevando o nível de qualidade para o turismo. “São diversas ações de capacitação dos prestadores de serviços envolvendo áreas como atendimento ao turista, preservação do meio ambiente, ética e cidadania. Todo esse trabalho de base será fundamental para a criação do Programa de Qualidade no Turismo, que pretendemos implantar no próximo ano”, reforça a secretária de Ipojuca. Tudo isso garante um apelo turístico ainda mais diferenciado para o Litoral Sul.

A primeira reunião de trabalho para discussão das propostas à população aconteceu na sexta-feira (6/10), no Hotel Armação, em Porto de Galinhas. Durante o evento foram debatidos os tópicos avaliados como deficiências e oportunidades pela consultoria contratada e pela equipe técnica multidisciplinar da Prefeitura de Ipojuca.

Fonte: Exclusiva Comunicação

Del Valle Editoria
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