Marta vai ter 12 vezes mais dinheiro para gastar que gestão anterior

Ilimar Franco - O Globo BRASÍLIA - O governo Lula editou decreto reduzindo em R$ 31 milhões, em relação ao ano passado, os gastos da administração direta com publicidade. Mas o Ministério do Turismo, cuj

  
  

Ilimar Franco - O Globo

BRASÍLIA - O governo Lula editou decreto reduzindo em R$ 31 milhões, em relação ao ano passado, os gastos da administração direta com publicidade. Mas o Ministério do Turismo, cuja titular, Marta Suplicy, é cotada para disputar as eleições para a prefeitura de São Paulo, vai administrar um orçamento de publicidade 12 vezes maior do que o do ano anterior.

No ano passado, o governo empenhou R$ 309 milhões de gastos com publicidade, mas para atender determinação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) essa despesa foi limitada nesse ano em R$ 278,3 milhões. Mas no caso do Turismo houve uma ampliação do limite dos gastos, que foi de R$ 4,3 milhões no ano passado, na gestão do atual ministro de Relações Institucionais, Walfrido Mares Guia, e poderá chegar a R$ 55 milhões na gestão de Marta.

O decreto 6.183, que faz um corte global nos gastos da administração direta com publicidade foi publicado nesta quinta no Diário Oficial da União e atinge a propaganda institucional e de utilidade pública. O decreto, assinado pelo vice-presidente José Alencar e pelo secretário de Comunicação do Governo, Franklin Martins, teve como objetivo atender a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que limitou os gastos em publicidade para esse exercício em 90% do valor empenhado no ano passado.

O governo determinou também que a Controladoria Geral da União fiscalize a medida para que ela seja obedecida com rigor. A Secretaria de Comunicação, subordinada a Presidência da República, ficará com a maior fatia dos recursos: R$ 106,3 milhões. O ministério da Saúde, como é tradicional, ficará com a maior fatia nos ministérios setoriais, podendo empenhar R$ 61 milhões. Depois da Saúde e do Turismo, as pastas com maiores dotações são: Defesa R$ 12 milhões, Desenvolvimento Social R$ 8 milhões, Previdência Social R$ 6 milhões, Educação R$ 4,8 milhões, Justiça R$ 4,5 milhões, Desenvolvimento Agrário R$ 3,9 milhões e Integração Nacional R$ 3 milhões.

Fonte: O Globo Online

  
  

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