Marta Suplicy quer redução de imposto para hotéis

ANA PAULA RIBEIRO da Folha Online , em Brasília Os ministros Marta Suplicy (Turismo) e Guido Mantega (Fazenda) irão discutir medidas para aliviar o impacto da baixa cotação do dólar sobre a indústria hotele

  
  

ANA PAULA RIBEIRO
da Folha Online, em Brasília

Os ministros Marta Suplicy (Turismo) e Guido Mantega (Fazenda) irão discutir medidas para aliviar o impacto da baixa cotação do dólar sobre a indústria hoteleira.

"A conversa de hoje foi positiva porque o ministro tem a clareza que o setor gera emprego. Temos interesse em pensar um ação que possa desonerar e ajudar o setor", afirmou a ministra.

Ela chegou a pedir a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os equipamentos (como geladeira, ar-condicionado e móveis) que um hotel venha a comprar, em um tratamento similar ao de bens de capital para a indústria.

No entanto, segundo ela, Mantega apresentou uma alternativa em que a desoneração não seria feita na compra do bem, e sim na redução do prazo da depreciação do imóvel, que hoje é de dez anos. Ou seja, a União daria um prazo menor --dois ou cinco anos-- para fazer a desvalorização de um bem na declaração anual do Imposto de Renda. Na prática, o prazo menor faz a empresa pagar menos imposto.

Antes do encontro com a ministra do Turismo, Mantega já havia informado que o governo federal estuda oferecer linhas de crédito com taxas de juros mais baixa para os setores que são afetados pela valorização do real frente ao dólar.

"Nós estamos estudando medidas para poder compensar alguns setores que tenham problemas com a valorização do real [com medidas] na esfera tributária e na esfera financeira. Acredito que ainda nessa semana podemos anunciar essas medidas", afirmou o ministro.

De acordo com ele, o crédito que será oferecido terá taxas de juros mais baixas e condições mais favoráveis para esses setores e será concedido pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O Tesouro Nacional também terá uma participação nesse modelo por meio da equalização das taxas.

Fonte: Folha online

  
  

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