Mercado de Viagens Corporativas no Brasil movimenta bilhões

O mercado de viagens corporativas no Brasil movimenta anualmente R$ 33,6 bilhões e gera 260.574 empregos diretos e indiretos. As empresas gastam por ano um total de R$ 15,5 bilhões com viagens. As viagens corporativas representam 66,21% do P

  
  

O mercado de viagens corporativas no Brasil movimenta anualmente R$ 33,6 bilhões e gera 260.574 empregos diretos e indiretos. As empresas gastam por ano um total de R$ 15,5 bilhões com viagens. As viagens corporativas representam 66,21% do PIB dos segmentos hoteleiro, aéreo e de locação de veículos.Estas são as principais conclusões do estudo realizado pelo Instituto de Estudos de Hospitalidade, Lazer e Turismo

com apoio do curso de Turismo da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA/USP), em parceria com a ABGEV – Associação Brasileira dos Gestores de Viagens Corporativas (www.abgev.org.br) e mais quatro entidades ABLA, FAVECC, FOHB e TMC Brasil.

Batizado de IEVC (“Indicadores Econômicos das Viagens Corporativas”), o levantamento tem como objetivo

construir um conjunto de indicadores que permitam um acompanhamento conjuntural dos aspectos macroeconômicos relacionados a este segmento.

“Até hoje não tínhamos uma pesquisa dedicada exclusivamente ao setor de Viagens Corporativas. As pesquisas e censos realizados pelo Ministério do Turismo consideram somente o turismo de lazer em seus números. Precisamos separar as viagens corporativas deste cenário, pois possuem particularidades em relação ao mercado de lazer. Somente com números consolidados poderemos conhecer o real potencial de nosso mercado e traçar novos planos e estratégias”, afirma Viviânne Martins, presidente da ABGEV.

Segundo o professor Hildemar Brasil, que coordenou a pesquisa, o IEVC é o primeiro passo para a consolidação dos estudos de viagens corporativas no Brasil, que até o momento não possuía estudos econométricos específicos.

“O IEVC irá auxiliar fornecedores no seu posicionamento de mercado e também as empresas clientes na composição de seus custos com viagens”, afirma o professor Brasil.

A partir deste primeiro passo pretende-se elaborar a construção de uma sondagem conjuntural que atualizará trimestralmente os números deste seguimento, seguindo a metodologia empregada pela Fundação IBGE para o cálculo do PIB brasileiro.

O professor Hildemar Brasil é economista por formação e profissional conhecido por promover trabalhos com este perfil. Segundo ele, a concepção metodológica deu-se tanto pelo lado da produção, quanto do consumo, ou seja, foram analisados os setores que compõem a cadeia produtiva e as empresas que consomem os serviços produzidos por estas.

Para definir qual seria a amostra por parte do consumo foram consideradas as 1.000 maiores empresas do Brasil, lista publicada pelo jornal Valor Econômico em 2006, que respondem por aproximadamente 70% do PIB nacional e os 100 maiores bancos estabelecidos no Brasil.

Foram sorteadas e contatadas 155 empresas distribuídas em quatro extratos. O sorteio das empresas em cada extrato foi realizado através de coeficiente de sistematização. Ao todo a amostra se compôs de 45 empresas estratificadas com distribuição proporcional. A aplicação do questionário se deu por meio de entrevista direta com o responsável pelo setor de viagens da empresa.

Já os números correspondentes ao setor produtivo partiram dos dados gerais da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) do IBGE, da Agência Nacional da Aviação Civil e do Anuário da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis.

Além dos números já publicados, a pesquisa também contemplou as empresas fornecedoras que integram o FOHB, a ABLA e o Comitê de Aviação da ABGEV. De maneira geral, foram utilizados os contatos da ABGEV, ABLA, FAVECC, FOHB e TMC Brasil para o levantamento de dados.

O planejamento constou de reuniões preliminares de todos os segmentos envolvidos no trabalho. Cada entidade contribuiu com os temas de sua especialidade. A ABLA (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis), por exemplo, que tem mais de 30 anos de história, ajudou com informações referentes aos custos das empresas para locação de automóveis. Já o FOHB emprestou seu conhecimento em hotelaria para indicar empresas e agregar mais valor ao estudo.

A pesquisa servirá também para reforçar, junto à instituição de ensino mais conceituada do país, a importância desse segmento na formação profissional. A ABGEV defende que o segmento de viagens corporativas seja objeto de estudo dos cursos universitários. “É fundamental que nossa área de trabalho esteja presente desde o começo da formação do profissional”, reforça Alberto Martins, diretor executivo da ABGEV.

“O mercado de viagens corporativas está em plena efervescência. Esse estudo ajudará a esclarecer a representatividade do setor dentro da economia brasileira. Ter uma pesquisa pura, sem influências do turismo de lazer, é apenas o primeiro passo”, acrescenta Alberto Martins.

Sobre a ABGEV:

A

ABGEV,

Associação Brasileira de Gestores de Viagens Corporativas (www.abgev.org.br), foi fundada em

2003 e reúne mais de 320 associados,

entre empresas-clientes

(travel managers), redes hoteleiras, companhias aéreas, agências de viagens e organizadoras de eventos, sendo a única associação de gestores de viagens corporativas no Brasil e América Latina. Antes de sua inauguração oficial, ela existiu por mais de dez anos como um grupo

informal

de travel managers fornecendo benchmarking ao mercado.

Em parceria com a NBTA (National Business Travel Association, EUA), a entidade organiza, desde 2006, o

Encontro Latino-Americano de Viagens Corporativas e Tecnologia (LACTTE), atraindo profissionais do Brasil, Estados Unidos e outros 10 países.

Fonte: FirstCom Comunicação

Del Valle Editoria

Contato: vininha@vininha.com

  
  

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