O IDES mede a performance das micro e pequenas empresas empregadoras

As 145.271 micro e pequenas empresas (MPE) empregadoras em atividade no Estado do Rio de Janeiro aumentaram em 1% os postos de trabalho no mês de novembro, o que representou 17.970 novas ocupações, incluindo empregos sem carteira assin

  
  

As 145.271 micro e pequenas empresas (MPE) empregadoras em atividade no Estado do Rio de Janeiro aumentaram em 1% os postos de trabalho no mês de novembro, o que representou 17.970 novas ocupações, incluindo empregos sem carteira assinada, sócios ou proprietários. Esse é o principal resultado do Índice de Desempenho (IDES), pesquisa do Sebrae no Rio de Janeiro executada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Com o impacto das 546 novas micro e pequenas empresas empregadoras que, segundo as estimativas, passaram a operar no mês, o pessoal ocupado neste segmento já chega a 1.847.907. O segmento desembolsou R$ 1,22 bilhão para honrar a sua folha de pagamento, o que representou uma variação de 45,2% em relação ao mês anterior. A pesquisa também aponta que houve crescimento de 1,9% no faturamento das MPE empregadoras, que chegou a R$ 3,72 bilhões.

Performance

O IDES mede a performance das micro e pequenas empresas empregadoras já existentes no Estado do Rio com relação a três itens: pessoal ocupado, massa salarial e faturamento. Esse cálculo exclui a estimativa do saldo resultante das empresas que passaram a operar no período, menos as empresas que encerraram suas atividades.

Em novembro, o índice apresentou variação de 0,6% no número de postos de trabalho, em relação ao mês de outubro. O crescimento do pessoal ocupado ocorreu tanto na Região Metropolitana como no interior do Estado. O índice foi maior no setor de serviços (0,9%). Tanto no comércio como na indústria o crescimento foi de 0,3%.

Com relação ao faturamento, a variação foi de 1,6% em comparação com o mês anterior. A segmentação dos resultados por região indica que o interior apresentou desempenho mais dinâmico: 3,3% contra 1,1% da Região Metropolitana. A indústria e o setor de serviços (destaca-se o turismo, com 2,1% de crescimento) apresentaram os melhores resultados. No comércio, o crescimento foi de 0,8%.

A variação referente à massa salarial chegou a 44,8%. O índice captou o efeito do pagamento da primeira parcela do 13º salário, realizado por grande parte das empresas naquele mês. Após um ano do cálculo do IDES, será possível realizar comparações com os resultados do mesmo mês do exercício anterior, permitindo o isolamento deste e de outros impactos de natureza sazonal.

Saiba mais

O Índice de Desempenho (IDES), que é mensurado mensalmente, permite o acompanhamento do desempenho conjuntural das micro e pequenas empresas empregadoras, focalizando o faturamento, o pessoal ocupado e a massa salarial. Também são apresentados valores referenciais que representam a estimativa dos valores totais dessas variáveis, considerando a evolução do número de MPE não-empregadoras do Estado.

O IDES integra os Indicadores das Micro e Pequenas Empresas (IMPE), lançados em novembro pelo Sebrae/RJ e desenvolvidos pela FGV, com objetivo de acompanhar, sob a ótica conjuntural, estrutural e prospectiva, as micro e pequenas empresas do Estado do Rio de Janeiro. Os IMPE são formados ainda pelos Índices de Dinamismo (IDIN) e de Confiança nos Negócios (ICON), ambos de periodicidade trimestral.

O ICON visa captar a expectativa futura das empresas em relação aos resultados dos seus negócios, considerando-se um horizonte de seis meses. Já o Índice de Dinamismo (IDIN) é uma metodologia inédita desenvolvida pelo Sebrae fluminense e FGV para avaliar a evolução de medidas associadas ao aumento da competitividade nas MPE.

Seis fatores são avaliados na composição do IDIN: investimentos em máquinas, equipamentos e instalações; capacitação técnico-gerencial; inovação em produtos ou processos; introdução de aplicativo de tecnologia da informação; ações de associativismo e ações de responsabilidade social e ambiental.

No dia 13 de fevereiro o Sebrae divulgará o IDES referente ao mês de dezembro de 2006, juntamente com o IDIN e o ICON relativos ao quarto trimestre do ano.

Metodologia

Os IMPE englobam empresas formais empregadoras na indústria, comércio e serviços, excluindo empreendimentos informais e aqueles com zero empregado (empresários que trabalham individualmente). Para obtenção dos IMPE, são entrevistados representantes legais (empresários ou contadores) de empresas formais empregadoras em 178 atividades dos setores da indústria, comércio e serviços, em 73 municípios fluminenses.

A amostragem é calculada com base na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2004), do Ministério do Trabalho e Emprego, tendo como base de expansão o total de 136.697 estabelecimentos (julho 2006). A amostra para elaboração do IDES é de 833 estabelecimentos. Já para o ICON e o IDIN a amostra é de 410 estabelecimentos.

São calculados valores referenciais com base em médias amostrais (resultados da pesquisa) e no número de estabelecimentos (RAIS 2005), bem como a estimativa do número de estabelecimentos registrados entre dezembro de 2005 e o mês de referência do IDES (Jucerja 2006). Com isso, a estimativa de empresas empregadoras que passaram a operar em novembro chegou a 546. Considera-se ainda a estimativa de empregos sem carteira assinada, com base em dados da Pesquisa Mensal do Emprego do IBGE.

As microempresas empregam até nove pessoas (comércio, serviço e agropecuária) ou até 19 pessoas (indústria) e faturam até R$ 240 mil. Já as pequenas empresas são as que empregam de 10 a 49 pessoas (comércio, serviço e agropecuária) e de 20 a 99 pessoas (indústria) e faturam entre R$ 240 mil e R$ 2,4 milhões.

Fonte: Sebrae

Del Valle Editoria

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