Professora da UNB defende nova ética na prevenção ao turismo sexual

A preservação e a proteção das crianças e dos adolescentes contra a exploração sexual no Turismo é parte do conceito de desenvolvimento sustentável que, para ser viável, precisa da adoção pela

  
  

A preservação e a proteção das crianças e dos adolescentes contra a exploração sexual no Turismo é parte do conceito de desenvolvimento sustentável que, para ser viável, precisa da adoção pelas sociedades de uma nova ética. Esta deve levar em conta valores como compromisso, participação, igualdade de direitos, inclusão, solidariedade e afetuosidade, entre outros. A idéia foi defendida pela professora e coordenadora do Núcleo de Turismo Sustentável da Universidade de Brasília (UNB), Iara Brasileiro, em debate no Fórum Mundial de Turismo.

- Somente dessa forma, considerando o mal, dito turismo sexual, como um crime, é que poderemos proteger nossas gerações presentes e futuras, assim garantindo um desenvolvimento sustentado, ou seja, que permaneça por muito tempo - explicou a professora ao iniciar a palestra “ Ética, turismo e desenvolvimento sustentável”, no segundo dia do Curso para altas autoridades de Turismo do Mercosul e países associados. O curso é oferecido pelo governo brasileiro, em Porto Alegre (RS), como parte da programação do Fórum Mundial de Turismo para Paz e Desenvolvimento Sustentável – Destinations2006.

Depois da reflexão sobre os temas da ética e do desenvolvimento sustentável, os alunos conheceram experiências localizadas da aplicação do Código de Conduta no Turismo. O arcabouço teórico do código foi elaborado pela organização The Code, criada pela Organização Mundial de Turismo e o Unicef com a finalidade de implementá-lo no mundo inteiro, para a proteção das crianças e adolescentes contra a exploração sexual. Foram apresentados os exemplos da Costa Rica, onde o código foi aplicado pela Fundação Paniamor, e de Natal, no Rio Grande do Norte, graças à atuação da organização não-governamental Resposta.

A secretária internacional do The Code, Camélia Tepelus, explicou os desafios enfrentados pelo órgão nessa implementação, uma vez que ele foi elaborado com a finalidade de servir como uma política de ética corporativa, ou seja, para ser aplicado pelo setor privado, e não como uma imposição do setor público. “Ainda temos mais desafios pela frente, como a superação de barreiras psicológicas e a conscientização da indústria de que a prevenção e de seu próprio interesse. O exemplo da Tailândia é emblemático: embora seja hoje um dos países mais comprometidos com essa ação, mas cuja imagem associada ao turismo sexual é praticamente impossível de reverter, pois não o fez preventivamente”, ensinou.

Milena Grillo, da Fundação Paniamor, e Ana Paula Felizardo, da Resposta, explicaram que a aplicação do código aconteceu dentro dessa esfera do trabalho privado, mas com o apoio do poder público.

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Fonte: MTur

  
  

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