Projeto incentiva turismo em lugarejos

Em regiões brasileiras isoladas que se destacam por seus atrativos ambientais, é comum que o atendimento ao turista seja feito por famílias das próprias comunidades. São pequenas pousadas, restaurantes de comida caseira,

  
  

Em regiões brasileiras isoladas que se destacam por seus atrativos ambientais, é comum que o atendimento ao turista seja feito por famílias das próprias comunidades. São pequenas pousadas, restaurantes de comida caseira, barracas de venda de artesanato e de produtos típicos da região e transportes em canoas.

Como essas atividades são freqüentemente feitas de maneira desarticulada, elas não se fortalecem e trazem poucos rendimentos para as comunidades, avalia o Ministério do Meio Ambiente.

Para aperfeiçoar esse tipo de trabalho turístico, o ministério vai capacitar e financiar iniciativas de ecoturismo de base comunitária, que são elaboradas e gerenciadas pelas próprias comunidades e cuja verba é repartida entre os moradores.

“O intuito é apoiá-las para que elas comecem a desenvolver serviços turísticos e sejam mais fortes. Separadamente, elas não vão conseguir muitos avanços. Dessa forma, os recursos serão revertidos para a própria comunidade”, diz Allan Milhomens, coordenador do PROECOTUR (Programa de Desenvolvimento do Ecoturismo na Amazônia), apoiado pelo PNUD.

O programa, desenvolvido pelo ministério, fez em 2005 um levantamento de experiências desse tipo de turismo desenvolvidas na Amazônia. A partir do estudo, que observou 16 projetos, surgiu a idéia de agregar as iniciativas desenvolvidas em todas as partes do Brasil que tenham o mesmo escopo, conta Milhomens.

Foi planejada então a Carteira de Projetos de Ecoturismo de Base Comunitária, que será implementada no início deste ano. “Só iremos apoiar projetos de comunidades já organizadas, com bases comunitárias bem desenvolvidas”, diz.

Terão preferência as comunidades que ficam dentro de reservas extrativistas e reservas de desenvolvimento sustentável, em terras indígenas ou quilombolas e no entorno das unidades de conservação de proteção integral. Os três primeiros projetos a serem selecionados deverão contar com R$ 1,5 milhão do governo federal, além de outras formas de fomento.

Além de identificar as atividades a serem apoiadas, a carteira vai criar mecanismos para fomentar o ecoturismo nas regiões. “Pretendemos capacitar as comunidades para que elas possam planejar e gerir um projeto com base comunitária. Uma das nossas preocupações é identificar produtos e atrativos turísticos que possam ser explorados pelas populações que vivem no entorno das unidades de conservação, que são muito pobres na maioria das vezes”, afirma Milhomens.

Entre as atividades que a carteira pretende apoiar estão gerenciamento de pequenos restaurantes e pousadas, operação de pequenas embarcações, atividades artesanais e culturais típicas das regiões, produção de produtos fármacos e pequena agricultura.

Fonte: PNUD/Brasil

Del Valle Editoria

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