Gestores de blocos afros serão capacitados para captar recursos

Márcio Meirelles, secretário de Cultura da Bahia destaca papel do Sebrae na capacitação

  
  

Os representantes dos blocos de matriz africana do Carnaval de Salvador vão ser capacitados, a partir de abril, para buscar recursos de instituições nacionais e internacionais. Quem informa é o secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles, que concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (9), no Solar Ferrão, no Pelourinho.

O secretário anunciou os investimentos do governo para a folia deste ano e destacou que, dentro do Programa Carnaval Ouro Negro, o Sebrae é um importante parceiro na capacitação e requalificação das agremiações. “Acredito na capacidade de organização dessas entidades e com o apoio do Sebrae elas terão condições de captar recursos fora do governo”, disse, acrescentando que este ano cada agremiação vai receber entre R$ 15 mil e R$ 100 mil.

O apoio do governo acontece pelo segundo ano consecutivo. Serão 117 entidades, entre afoxés e blocos afros, de samba, de reggae, de índio e de percussão, que já começaram a receber recursos. No total, o programa está investindo R$ 4,2 milhões no Carnaval dos blocos de matriz africana, valor superior aos R$ 3,6 milhões repassados em 2008 para as 104 agremiações que participaram do primeiro ano do programa.

O secretário explica que foram antecipados 50% dos recursos antes do Carnaval, garantindo a produção do desfile dos blocos. Este ano, uma das novidades é que 12 blocos de percussão passaram a integrar o Carnaval Ouro Negro. Os recursos destinados a cada uma das 117 entidades cadastradas pelo programa e também pelo Conselho do Carnaval foram definidos a partir de critérios pré-estabelecidos e acordados por todos. Os afoxés, homenageados oficiais do Carnaval 2009, receberam R$ 10 mil a mais do que em 2008, através de uma parceria entre a Secretaria de Cultura e o Instituto de Gestão das Águas e Clima (Ingá).

O secretário anunciou também que será lançado um catálogo ilustrado do Carnaval Ouro Negro, bilíngüe, com informações sobre o programa e com o perfil de todos os blocos apoiados. Outra novidade é o Carnaval Pipoca, que consiste na licitação de quatro trios elétricos, que farão ao todo 20 desfiles, com atrações especiais e em horários nobres, com o objetivo de valorizar o Carnaval sem cordas. A programação conta ainda com uma homenagem aos Novos Baianos e aos artistas dos anos 80, como Sarajane e Ademar e Banda Furta Cor.

Segundo explica a coordenadora de projetos da Carteira de Economia Criativa do Sebrae Bahia, Luciana Santana, depois da festa, o programa Carnaval Ouro Negro terá continuidade, a partir de abril, com um curso de capacitação voltado para os dirigentes dos blocos, realizado em parceria com a Secult.

O Curso de Gestão Cultural, lançado em novembro de 2008, está estruturado em cinco módulos e vai fornecer subsídios para a elaboração de projetos, prestação de contas, financiamentos culturais, estratégias de negociação e produção cultural. Além de traçar um plano coletivo visando possíveis empresas patrocinadoras do desfile dos blocos a partir do Carnaval de 2010, o programa vai traçar o perfil de cada bloco para permitir a captação individual dos recursos.

O Programa Carnaval Ouro Negro foi criado seguindo orientações do Ministério Público e da Procuradoria Geral do Estado, que, em 2007, listaram uma série de exigências para o repasse de verbas para entidades carnavalescas. O objetivo foi evitar a repetição de problemas de prestação de contas e conflitos no rateio das verbas, registrados no Carnaval de anos anteriores.

Participaram da coletiva, além de Márcio Meirelles, o diretor do Instituto de Radiodifusão da Bahia, Pola Ribeiro; a diretora de ações culturais do IPAC, Ivanna Soutto, o diretor de música da Fundação Cultural do Estado, Gilberto Monte, o coordenador de ações do Carnaval, Edivaldo Bolagi e o assessor da superintendência do Sebrae Bahia, Roberto Evangelista.

Serviço:
Sebrae na Bahia - (71) 3320-4300

  
  

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