GVBS´s são criados e formalizados no País

Fortalecer o segmento de Turismo de Aventura, qualificar profissionais e certificar empresas e condutores: objetivos que envolvem dezenas de ações e muita mobilização. Mas a oferta segura e responsável depende tamb&eacut

  
  

Fortalecer o segmento de Turismo de Aventura, qualificar profissionais e certificar empresas e condutores: objetivos que envolvem dezenas de ações e muita mobilização. Mas a oferta segura e responsável depende também de trabalho preventivo e de um sistema eficiente de resgate, preparado para atender às situações de emergência. Daí a importância e a necessidade de criação e formalização dos chamados Grupos Voluntários de Busca e Salvamento – GVBS, uma das ações do Programa Aventura Segura. Cinco GVBS´s dos 15 previstos nos destinos contemplados no Programa Aventura Segura, cujas ações vêm sendo implementadas pela ABETA, já foram formalizados. Os primeiros grupos criados foram: Serra do Cipó (MG) e Parque Nacional da Serra dos Órgãos (RJ). E os destinos com GVBS recém formalizados são: Vale Alto Ribeira (SP), Bonito (MS) e Fortaleza (CE). A mobilização ganha ainda um reforço com a realização do Curso de Coordenadores de GVBS, que será realizado no início de maio, na sede do Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

Alvaro Barros, coordenador de Qualificação da ABETA, explica que o papel do GVBS é extremamente importante, mesmo em destinos com poucos índices de acidentes em atividades de Turismo de Aventura. “O trabalho do grupo vai além do resgate e salvamento, em alguns destinos o foco é o trabalho preventivo e o próprio estímulo à operação segura e responsável. É interessante para a oferta turística contar com um sistema de resgate preparado para atender situações de emergências. Sem falar que a proposta do Programa é fortalecer o Sistema Nacional de Defesa Civil – SINDEC, que é o sistema responsável pela coordenação de resposta aos desastres em âmbito nacional”, destaca.

O objetivo é que cada um dos GVBS´s criados e formalizados nos 15 destinos nacionais funcionem como um Núcleo de Defesa Civil – NUDEC, fazendo parte do sistema onde já existem Comitês Municipais de Defesa Civil, constituindo-se no início do sistema nas localidades onde a Defesa Civil não estiver presente. Esses núcleos são grupos comunitários ligados às Coordenadorias Municipais de Defesa Civil – COMDEC. Sua implantação é prioritária em áreas de risco e tem como objetivo gerir os riscos de acidentes, organizar e preparar a comunidade local para dar a primeira resposta em casos de emergências.

A organização jurídica dos GVBS também é uma questão fundamental para a legitimidade desses grupos. “Em muitos destinos nacionais existem grupos informais mobilizados que atuam em situações de emergências, sendo um apoio ao Corpo de Bombeiros. Apesar da iniciativa voluntária, esses grupos precisam de legitimidade, passando a atuar com os devidos aparatos legais e técnicos”, acrescenta Alvaro Barros.

De fato, a formalização de um GVBS gera credibilidade junto à comunidade. É o caso, por exemplo, do grupo voluntário criado e formalizado na região do Petar – SP. “Sempre atuamos como um braço de apoio do Corpo de Bombeiros em situações de acidentes. Como a maior parte dos guias e condutores tem curso de primeiros socorros, além de experiência em cavernas da região, acaba sendo comum resgates e salvamentos. Com a formalização do GVBS teremos ainda mais respaldo e credibilidade, era o que faltava para incrementar nossa oferta turística e agilizar a mobilização em prol da segurança”, ressalta Vamir dos Santos, presidente do GVBS do Petar - SP.

A formalização dos grupos segue uma série de procedimentos, entre eles destacam-se: forma de integração e participação dos voluntários, suas responsabilidades, os aspectos jurídicos dos primeiros socorros, para que o GVBS possa ser implementado e suas ações sejam exercidas conforme as legislações pertinentes.

Curso Coordenadores de GVBS

O curso para coordenadores de GVBS contará com a participação de representantes dos grupos já criados e dos que ainda estão em processo de formalização. O conteúdo tem como base o Manual de Criação e Organização de Grupos Voluntários de Busca e Salvamento de Turismo de Aventura (uma publicação do Ministério do Turismo), sendo ministrado por equipe especializada e altamente capacitada. Entre os temas apresentados no curso estão: Entendendo o Sistema Nacional de Defesa Civil; Entendendo a importância do processo de gerenciamento de riscos; Introdução ao gerenciamento de riscos; Os primeiros grupos; A necessidade do GVBS; Prevenção de acidentes; Identificação de possíveis integrantes; Benefícios e facilidades aos voluntários como incentivo; Atribuições e funções do grupo; Divulgando informações; As fases de operação de busca e salvamento; Gestão da Segurança para o GVBS; Capacidade e autonomia de operação do grupo; Reconhecimento e legitimidade; Seguros, etc.

Fonte: ABETA

  
  

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