O turismo como caminho

Porque os cursos de capacitação profissional no setor são a aposta de vida de 5.590 jovens e adultos do Ceará?

  
  

O cearense Edinaldo Ibiapina tem 30 anos e uma vasta experiência como garçom. Mas um curso de capacitação profissional abriu novos caminhos em outra especialidade: mâitre. O novo desafio começou com sucesso: depois de formado, foi contratado para assumir a nova função em um grande congresso de negócios sobre Copa do Mundo, realizado em Fortaleza (CE).

As perspectivas salariais também melhoraram. “Aprendi noções sobre vinhos, inglês e espanhol, e hoje me sinto mais preparado”, afirma Edinaldo. Patrícia Luz, gerente de alimentos da empresa de buffet onde Edinaldo trabalha, afirma que o aprendizado foi bastante importante, porque “houve uma mudança de comportamento do profissional, que agora está mais seguro para liderar”.

O curso faz parte do Programa de Qualificação Profissional e Empresarial para o Turismo, realizado pela secretaria de Turismo do Ceará, com R$ 9,5 milhões do Ministério do Turismo, Governo do Estado do Ceará e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), recursos viabilizados por meio do Prodetur.

Edinaldo está entre os 5.590 alunos que receberam diplomas de certificação na manhã desta quarta-feira, em Fortaleza (CE). A cerimônia contou com a presença do ministro do Turismo, Pedro Novais, que fez a entrega simbólica de diplomas. Até o final deste ano, 10.882 profissionais e empresários cearenses terão sido atendidos, em 17 cursos do projeto. Hoje, mais de 4 mil vagas estão abertas nos 24 municípios atendidos.

Segundo o secretário estadual de Turismo do Ceará, Bismarck Maia, as belezas do estado não bastam para consolidar o Ceará como um grande destino turístico do Brasil. “Como se pode imaginar uma praia sem esgotamento sanitário, por exemplo? Como imaginar ligar as duas pontas do estado sem estradas preparadas para o fluxo de visitantes?”

Ele ainda defendeu: “Não adianta falar que o Ceará tem tudo isso, tem boa gente, sem que se mostre profissionalismo no turismo. Portanto, o investimento em promoção, infraestrutura e qualificação são necessários, mas isso não basta: é preciso investir em gente. Não basta ser hospitaleiro, temos que ser profissionais”.

Fonte: MTur

  
  

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