Reforma da Praça da República em São Paulo é entregue

A reforma trouxe de volta várias características presentes no traçado de 1905. A entrega aconteceu nesta quarta-feira (21/02), com novos pisos, iluminação artística e paisagismo moderno. Foi entregue a re

  
  

A reforma trouxe de volta várias características presentes no traçado de 1905. A entrega aconteceu nesta quarta-feira (21/02), com novos pisos, iluminação artística e paisagismo moderno.

Foi entregue a reforma da Praça da República

Depois de passar por uma reforma pela qual retomou características semelhantes ao traçado original de 1905, a Praça da República, no Centro, está pronta. Foi oficialmente entregue à Cidade nesta quarta-feira (21/02) pelo prefeito. O espaço público ganhou melhores condições de circulação e maior visibilidade.

Além de novos pisos, a Praça da República ganhou iluminação artística, paisagismo moderno, restauro das esculturas e instalações adequadas para a acessibilidade de pessoas com deficiência.

"Hoje a administração municipal devolve a Praça para a Cidade", afirmou o prefeito durante a inauguração. "Está totalmente recuperada, como antes. É um projeto bonito, com execução perfeita".

De acordo com ele, "a cidade tem carência de espaços públicos. Precisamos reformar os já existentes, restaurá-los e criar novas áreas para a população. Estamos trabalhando para isso".

A segurança do local será reforçada com a instalação de câmeras de monitoramento, como já ocorre em outros pontos do Centro. As obras na Praça da República começaram no final de maio de 2006 e foram executadas pelo mesmo consórcio de empresas responsável pela reforma da Praça da Sé.

Os projetos foram definidos pela Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) e pelo Departamento de Patrimônio Histórico (DPH), órgão da Secretaria Municipal de Cultura. Teve gerenciamento da Subprefeitura Sé e contou com suporte do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Com investimentos de 3,1 milhões de reais, a praça teve rebaixamento de canteiros e a instalação de cerca metálica baixa na forma de arcos. As orlas e sarjetas foram refeitas em material cerâmico e as grades que cercavam boa parte da Praça, retiradas. A ligação entre as ruas do Arouche e Sete de Abril teve rebaixamento dos canteiros e grelhas.

Houve remoção de algumas árvores, transplantadas para outros locais da Praça. Outra novidade foi a criação de uma fileira de palmeiras, para delimitar a área entre o Edifício Caetano de Campos e a República.

A praça recebeu novos pisos, que mesclam tijolos cerâmicos envelhecidos e blocos intertravados de concreto. As esculturas passaram por tratamento especial, incluindo iluminação artística. Nove delas ganharam placa de identificação em granito. Outras 11 receberam proteção e três, que sofreram danos, serão recolocadas depois de passarem por recuperação.

Já as bases remanescentes de duas esculturas roubadas foram removidas. Assim, ressurgiram e ficaram valorizadas as figuras de Caetano de Campos, Bernardino de Campos, Cesário Motta, Robert Baden Powell e a obra do Mercúrio em Repouso.

Na área central, o velho coreto ganhou novos revestimentos e iluminação. Nos lagos, as intervenções incluíram a correção das imperfeições do traçado, restauração da impermeabilização e implantação de canteiros aquáticos e de seixos. O sistema hidráulico e de oxigenação da água passou por reforma, criando condições para o desenvolvimento de espécies aquáticas.

O casario junto aos lagos foi restaurado. A Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Armando de Arruda Pereira teve os canteiros removidos e foi afastado o gradil voltado para o interior da praça.

O novo paisagismo compreende o tratamento fitossanitário para combater pragas e doenças de 34 árvores. Foram trocados de lugar 42 exemplares, sendo que 32 ficaram na própria praça e dez foram para a Marginal Tietê, entre as pontes da Casa Verde e Cruzeiro do Sul. Além do plantio de novas espécies, 93 árvores foram mantidas no mesmo local.

O trecho que liga o prédio Caetano de Campos e o calçadão, próximo à avenida São Luís, está em obras para a colocação de ladrilho hidráulico tombado, mesmo piso utilizado nas calçadas em torno da praça. A conclusão desta etapa está prevista para o final de março.

Início do Século XIX

Ao longo do tempo, a Praça da República serviu como espaço destinado a atividades bastante distintas, como comemorações cívicas e pasto de animais. No início do Século 19, o espaço era conhecido como Largo dos Curros. Foi palco de circos e touradas. Em 1867 foi rebatizado como Largo 7 de Abril. O nome atual data de 1889, em homenagem à Proclamação da República.

Em 1892, a construção do Viaduto do Chá ajudou na ocupação ao redor da praça. Na época, foi facilitada a passagem entre o chamado Centro Velho e o Centro Novo. Em 1894, o local ganhou o primeiro grande marco: a Escola Normal, que ocupou o Edifício Caetano de Campos, atual sede da Secretaria Estadual da Educação. Em 1905, a Praça da República foi remodelada.

Fonte: Portal da Prefeitura de São Paulo

  
  

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