Aumenta procura pelo seguro-viagem

Para garantir o embarque, a permanência e o retorno sem grandes percalços, é cada vez mais comum contratar um seguro-viagem - há produtos para todos os perfis de turistas e de destinos (no Brasil ou no exterior), com preços acessíveis.

  
  

Foi-se o tempo em que planejamento era uma palavra recorrente apenas no mundo das finanças. O assunto, agora, faz parte do cotidiano de quem planeja uma viagem - seja a lazer ou a trabalho - e isso significa um grande avanço. Afinal, imprevistos acontecem, mas seus efeitos podem e devem ser reduzidos.

Para garantir o embarque, a permanência e o retorno sem grandes percalços, é cada vez mais comum contratar um seguro-viagem - há produtos para todos os perfis de turistas e de destinos (no Brasil ou no exterior), com preços acessíveis. A grande maioria das pessoas já descobriu que essa é uma forma de viajar com mais tranqüilidade. Tanto é que o mercado de seguros cresce ano após ano.

Isso porque, além do aumento do número de embarques internacionais, o viajante está mais consciente da necessidade de se precaver contra imprevistos. No último ano, a procura por seguros-viagem cresceu mais de 30% e já somamos mais de 22% de aumento na venda dos produtos em 2008. Ou seja, quatro de cada dez turistas embarcam para o exterior com um voucher de seguro.

Os argumentos para convencer o viajante são muitos. Há países da Europa, os 15 incluídos no Tratado de Schengen, que exigem seguro para liberar a entrada dos turistas. São eles: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Portugal e Suécia.

Guardadas as peculiaridades de cada tipo de seguro, eles são regidos por uma linha geral que prevê que o portador está protegido nos casos de doenças, acidentes e morte. Imprevistos como perda de bagagem e atrasos nos vôos, muitíssimo recorrentes hoje em dia, estão cobertos. Outros itens também bastante conhecidos são as assistências médica, odontológica e jurídica.

Mas o viajante precisa estar atento para as condições do seguro, como o limite de gastos e o número de atendimentos. No caso da assistência médica, por exemplo, há seguros capazes de cobrir também as doenças consideradas preexistentes, com o primeiro atendimento emergencial.

Além de pesquisar por conta própria sobre os seguros e seus benefícios, vale a pena consultar os agentes de viagens. Esses profissionais estão aptos a oferecer um plano de cobertura adequado para o seu perfil e o da sua viagem.

Se a idéia for praticar esportes de inverno, por exemplo, há coberturas destinadas a todas as modalidades. Existem, ainda, planos desenhados especificamente para as necessidades de quem pratica atividades de risco, caso dos alpinistas e dos mergulhadores.

Se a viagem for para fazer um intercâmbio ou um curso no exterior, há produtos com valores bastante reduzidos, destinados a períodos mais longos. O mesmo vale para executivos que precisam viajar com freqüência e têm de estar sempre segurados.

Quem embarca em cruzeiros no Brasil ou no exterior também conta com seguro específico, que cobre até as altíssimas contas de atendimento médico nos navios. Um simples comprimido para enjôo pode levar parte das suas economias.

Considere, também, contratar um seguro que tenha à disposição dos clientes uma central de atendimento em português. Isso facilita muito e deixa o viajante mais calmo. Na hora da dificuldade, ser atendido por alguém falando seu idioma pode fazer muita diferença.

Consulte, ainda, quais são os bancos ou as seguradoras que garantem sua apólice.

Quem viaja com um desses produtos pode realmente embarcar mais tranqüilo. Até o seguro-residência, para garantir a integridade do seu imóvel no período que você ficar fora de casa, pode estar incluído no plano de seguro-viagem.

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Fonte: O Estado de São Paulo
Por: Celso Guelfi - presidente da Global Travel Assistance (GTA)

  
  

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