Orientações para quem vai viajar ao exterior e planeja contratar o seguro viagem

No momento da contratação, é de suma importância que o consumidor avalie qual tipo de seguro viagem mais se encaixa ao seu respectivo perfil

  
  

Com a chegada das férias de verão, muitas famílias aproveitam o período para fazer a tão sonhada viagem ao exterior. No entanto, poucos sabem que, em se tratando de uma visita a outro país, adquirir um seguro viagem é tão fundamental quanto escolher os passeios a serem realizados e o local de hospedagem.

“Durante uma viagem, todos estão sujeitos a imprevistos, como, por exemplo, ficar doente, precisar de uma internação hospitalar, ter a bagagem extraviada, entre muitas outras situações. Se o indivíduo não tiver um seguro viagem, esses transtornos podem fazer o gasto total do passeio a outro país aumentar exponencialmente”, afirma Marcelo Alves, diretor da Célebre Corretora, empresa do segmento de planos de saúde e seguros no país.

O especialista lembra que, embora o sistema de saúde de alguns países tenha ótima estrutura, a utilização dos mesmos pode pesar, e muito, no bolso do turista. “Caso dos EUA, por exemplo, que praticam preços exorbitantes na área da saúde”, exemplifica.

- Item é obrigatório para a entrada em certos países

Vale lembrar que o seguro viagem (com cobertura mínima de 30 mil euros) é item obrigatório para turistas adentrarem em países europeus signatários do Tratado de Schengen. Destinos muito procurados por brasileiros, como Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Portugal e Reino Unido, são alguns exemplos. Além disso, em Cuba, também é exigido o seguro viagem, e, na Austrália, a exigência é feita aos estudantes de intercâmbio.

- Atenção ao perfil no momento da contratação

O diretor da Célebre Corretora ainda destaca que, no momento da contratação, é de suma importância que o consumidor avalie qual tipo de seguro viagem mais se encaixa ao seu respectivo perfil e, principalmente, verifique quais os riscos que não estão cobertos pelo seguro viagem em questão.

“O que estiver garantido no seguro somente será pago quando acontecer alguns dos imprevistos estabelecidos na apólice. Por conta disso, a pessoa que quiser realizar atividades de risco em uma viagem, deve contratar um seguro viagem que abarque uma cobertura para esses casos”, explica Alves.

O seguro de viagem pode ser contratado diretamente com um corretor e os valores variam de acordo com a abrangência da cobertura e a idade do contratante. Com o objetivo de auxiliar quem deseja contar com esse serviço, o especialista listou cinco dicas fundamentais.

Confira:

1. No momento da contratação do seguro viagem, dê prioridade para a assistência médica

Complicações relacionadas à saúde são as que possuem maiores chances de aumentar os gastos da viagem de forma exponencial. Portanto, ao contratar o serviço, atente-se primeiro para questões médicas e, posteriormente, verifique a possiblidade de inclusão de outros itens, como perda de itens pessoais.

2. Pesquise o valor de procedimentos médicos no país de destino

Quando falamos em saúde, cada país possui custos específicos para determinados serviços. Portanto, é ideal que o contratante do seguro viagem pesquise sobre os valores praticados para certos procedimentos médicos no país de destino. “Com a realização da pesquisa, a pessoa terá a base necessária para definir as coberturas que estarão incluídas no seguro, além de minar o risco de contratar um serviço que, eventualmente, não inclua certa cobertura, o que pode resultar em gastos extras para o turista”.

3. Se necessário, inclua a funcionalidade de doença preexistente na cobertura

Boa parte das opções de seguro viagem disponíveis no mercado não oferecem coberturas para doenças que o indivíduo tinha antes de sair do Brasil, as chamadas doenças preexistentes. “Portanto, recomendo que a pessoa que possua uma doença crônica, solicite o acréscimo de tal funcionalidade no seguro. Além disso, fazer um check-up médico antes da viagem, com o objetivo de evitar eventuais surpresas, também é uma prática que deve ser feita pelos futuros turistas”, pondera Alves.

4. Informe ao corretor caso tenha o objetivo de praticar atividades de risco

No caso de viajantes que planejam praticar alguma atividade de risco, Alves ressalta que é fundamental que o contratante exponha esse desejo ao corretor. “Se o contratante não informar ao corretor que fará alguma atividade de risco na viagem, como um esporte radical, por exemplo, ele não terá direito a receber a cobertura, caso aconteça algum tipo de acidente durante a prática”, lembra o especialista. O executivo pontua que ao passar essa informação ao profissional especializado, ele vai indicar um seguro que prevê cobertura para acidentes relacionados a essa atividade ou sugerir a contratação de uma cobertura adicional.

5. Atenção para as condições de cancelamento

Em relação a questão de reembolso para contratantes que fizerem o cancelamento do seguro viagem, o diretor da Célebre Corretora destaca que cada empresa possui sua política. “Então, antes de fechar negócio, questione ao corretor sobre o prazo para cancelar o serviço sem precisar arcar com custos adicionais”, finaliza Alves.

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Fonte: Leonardo Oliveira

  
  

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