Seguro para viagem internacional vira quase obrigação

Sílvia Rocha foi à Espanha com o seguro e ficou aliviada quando precisou usar os serviços médicos.

  
  

O mercado de seguros de assistência em viagens levantou voo no último ano. A causa foi o maior rigor da fiscalização dos países europeus que exigem o documento dos visitantes, em decorrência do Acordo de Schengen, que regulamenta a circulação de pessoas entre as regiões que o adotam, e da maior conscientização dos turistas. Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav), José Carlos Vieira, a alta nas vendas desse produto chega a 40%, em média, ao ano. Além da aquisição para pacotes internacionais, agora está aumentando a procura do seguro para viagens feitas no Brasil.

“É melhor prevenir, para não precisar remediar”, afirma Vieira. No caso dos países da Europa que exigem o seguro de viagem, ele conta que a falta do documento pode ser razão para extradição do turista. “A fiscalização é aleatória. Mas já vimos casos, como alguns recentes da Espanha, em que os brasileiros tiveram de voltar porque não tinham o seguro”, explica. Porém, a necessidade de assistência médica é vista como a razão maior para contratar o seguro, independentemente do destino escolhido pelo turista. Afinal, ninguém sabe onde pode torcer o pé ou ter um ataque cardíaco. “E precisar de um tratamento hospitalar no exterior pode representar o desembolso de milhares de dólares que não estavam previstos”, alerta Vieira. Recentemente, um cliente de sua agência, a Acta, fez uma viagem para a Disney e lá exagerou nas voltas na montanha-russa. Ao sair do brinquedo, ficou tonto, caiu e bateu a cabeça. “Teve até que fazer tomografia computadorizada. Se não tivesse o seguro, o custo seria de, pelo menos, uns US$ 1 mil”, conta.

Como os gastos com tratamento no exterior podem chegar às alturas, Vieira acredita que o preço do seguro de viagem compensa o investimento. Para ter ideia, o valor para ficar segurado durante uma semana no Nordeste sai a partir de R$ 15. Para os Estados Unidos, América do Sul ou Caribe, um seguro com cobertura mínima de US$ 10 mil pode sair a partir de US$ 35, para cinco dias, ou de US$ 58, para 16 dias. Já para a Europa, onde a cobertura mínima exigida é de 40 mil euros, o custo sobe um pouco. O preço mínimo é de US$ 55, para cinco dias; US$ 86, para 10 dias; ou US$ 124, para 16 dias.

A turismóloga Sílvia Alves Rocha, de 25 anos, não viaja sem contratar o seguro. Ela vai para a Disney em agosto e já está olhando os preços da assistência. Em 2006, ficou três meses na Espanha estudando e se sentiu aliviada quando precisou usar serviços médicos. “Tive uma forte dor no rosto e, pelo fato de ter seguro, não gastei um tostão e recebi atendimento excelente. Fiz tomografia e outros exames e consultei em clínicas de altíssima qualidade”, conta.[2]

Para o proprietário da Gartentur, Renato Sruchtengarten, a tranquilidade que o cliente compra junto com o seguro de viagem não tem preço. Por isso, hoje, 90% dos clientes que adquirem pacotes para outros países não embarcam sem o documento. O dono da operadora Território Viagens, Luciano de Souza Costa, não oferece mais pacotes internacionais sem o seguro embutido. Na CVC, desde dezembro, todas as viagens para o exterior também já são vendidas com o seguro. Por causa da estratégia, a gerente-geral das lojas do grupo em Minas, Francis Jacqueline Batista Pereira, calcula uma alta de 60% nas vendas do produto. “A inclusão foi adotada pela necessidade e pela exigência dos clientes”, explica.

Fonte: SEGS Portal Nacional

  
  

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