Aeroporto Santos Dumont, no Rio, terá redução de voos por exigência ambiental

O Aeroporto Santos Dumont terá redução de até 24 voos, nos horários de pico da manhã e da noite, para cumprir a exigência ambiental de diminuição de ruídos sobre alguns bairros da cidade.

  
  

O Aeroporto Santos Dumont terá redução de até 24 voos, nos horários de pico da manhã e da noite, para cumprir a exigência ambiental de diminuição de ruídos sobre alguns bairros da cidade.

A exigência faz parte de um acordo fechado na última sexta-feira (4) entre a secretária estadual do Ambiente, Marilene Ramos, o presidente da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Murilo Barbosa, o diretor-geral do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), tenente-brigadeiro-do-ar Ramon Cardoso, e a presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira.

Durante a reunião, que durou mais de quatro horas, ficaram acertados quatro pontos, a fim de que a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) conceda a Licença de Instalação (LI) para a Infraero. O documento é necessário para o funcionamento regular do terminal.

O primeiro ponto diz que o Decea vai instruir as companhias aéreas a usarem, preferencialmente, a chamada Rota 1, que passa sobre o mar e não causa transtornos para os moradores dos bairros próximos. A Rota 2, que passa por cima de vários bairros, principalmente o de Santa Teresa, só será usada quando as condições meteorológicas obrigarem.

Mais um ponto estipula que a Anac tem 15 dias para permitir os voos no Santos Dumont somente das 6h às 22h30, com 30 minutos de tolerância para as aterrissagens. Após as 23h, os aviões só vão poder pousar no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador.

Também ficou acertado que nos horários de pico da manhã, das 10h às 12h, e da noite, 19h às 21h, o número máximo de voos por hora será reduzido de 23 para 19, num total de 24 voos a menos no período.

“Dezenove era o número de pousos e decolagens que aconteciam antes de haver a mudança na operação do aeroporto, em abril. Antes disso, nós não tínhamos reclamação de barulho por parte dos moradores”, disse a secretária do Ambiente.

Por último, segundo Marilene Ramos, a Infraero vai assinar um termo de compromisso se comprometendo a monitorar o ruído, recebendo a LI, para depois de seis meses receber a Licença de Operação (LO).

A polêmica em torno do Santos Dumont começou quando o governo federal permitiu que as companhias aéreas passassem a operar com mais voos do terminal para outros destinos além de São Paulo. O governo fluminense alegou que o aumento de voos no Santos Dumont causaria um esvaziamento e a consequente desvalorização do Tom Jobim.

Fonte: Ambiente Brasil

  
  

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Carlos Marinho

Carlos Marinho

03/05/2010 16:29:13
Há "séculos" o Aeroproto Santos Dumont opera com aviões a jato. Varig, Vasp e Transbrasil já operavam com Boeing 737-300, e a Rio Sul operava um Boeing 737-500 em vôo São Paulo-Rio de Janeiro que partia as 22h30 de São Paulo e chegava no Rio de Janeiro depois de 23h. A Ponte Aérea sempre foi bastante intensa, mesmo na época do Electra. Ninguém reclamava de nada. Agora deve ser moda, mesmo com os aviões, hoje, sendo menos ruidosos. Talvez os moradores da Ilha do Governador tivessem mais motivos para reclamarem, afinal o Aeroproto do Galeão opera 24h com diversas aeronaves com motores muito mais potentes. Acredito que elas tenham coisas melhores para fazerem do que ficarem reclamando dos aviões.