Boicote à Gol poderá ser definitivo, afirma ABAV

Abav Nacional promove, entre esta quinta e sexta-feira, uma manifestação oficial contra a política de redução de comissionamentos da Gol com um boicote à venda de bilhetes da companhia, mobilizando agências

  
  

Abav Nacional promove, entre esta quinta e sexta-feira, uma manifestação oficial contra a política de redução de comissionamentos da Gol com um boicote à venda de bilhetes da companhia, mobilizando agências de viagens de todo o País.

Segundo o diretor da Abav, Leonel Rossi Jr. [foto], a manifestação, que ganhou adesão

da Fenactur, Braztoa, Sindetur-SP, Favecc e TMC Brasil, pode ser um primeiro passo para um boicote definitivo, caso não hajam mudanças. “Queremos demonstrar, principalmente, o descontentamento com a companhia, frisando que o que ela fez é injusto. Somos seus principais distribuidores, representando quase 75% das vendas dos bilhetes. Não podemos engolir goela abaixo mudanças nas medidas comercias de uma forma unilateral. Mas há sempre possibilidade de acordo”, explica Rossi.

Através de um comunicado, enviado a todo o trade, a entidade questiona o lema “low cost low fare” da Gol, alegando que, em dezembro, os preços médios das tarifas da companhia em vôos domésticos superaram os da TAM, OceanAir, Varig e Webjet.

A Abav também levanta a questão das promoções praticadas pela empresa, onde são oferecidas passagens a preços baixíssimos, considerando-as prejudiciais para agentes e passageiros. “Os clientes não conseguem acesso às tarifas promocionais e se revoltam contra as agências. Pedimos maior transparência à Gol, com a divulgação do número de assentos ofertados nas promoções. Dessa maneira, teremos argumentos para dar aos nossos passageiros sobre a política de promoções da empresa, que não dá nem mesmo à sua rede de distribuição detalhes de quantos lugares podemos vender nessa tarifa", alega, no mesmo comunicado, o presidente em exercício da entidade, Carlos Alberto Amorim Ferreira.

Após as manifestações lideradas pelas regionais em janeiro, a Abav Nacional decidiu, dessa vez, organizar o movimento, tomando as rédeas da situação. “Procuramos fazer uma coisa organizada e abrangente. Das outras vezes, foram protestos pontuais e isolados. Em nível nacional, ganhamos força”, afirma o diretor da entidade. Apesar dos protestos, a Gol alegou não ter sofrido impacto nas vendas, que bateram recorde em janeiro, chegando a 2 milhões de passageiros transportados. Para Rossi, o objetivo não é desestabilizar a companhia aérea, mas mostrar que o setor pode fazer coisas maiores. “Mais adiante, quem sabe, essa manifestação pode se encaminhar para um protesto permanente”.

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Fonte: Jornal de Turismo - Veronica Lopes

  
  

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