Turismo sente efeito negativo da tragédia em Congonhas(SP)

Se o dólar baixo e a crise do setor aéreo repercutiram negativamente no turismo doméstico (dentro do País), a tragédia com a aeronave da TAM no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, já provocou cancelamento

  
  

Se o dólar baixo e a crise do setor aéreo repercutiram negativamente no turismo doméstico (dentro do País), a tragédia com a aeronave da TAM no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, já provocou cancelamentos de pacotes turísticos e deve reforçar a queda nas vendas das agências de viagens. O movimento nas férias de julho, período considerado de alta estação, por aquecer o setor, está pior do que no ano passado. Só em Pernambuco, a baixa foi de 40%.

Entre as conseqüências imediatas do acidente foi a queda, quase a zero, da venda de bilhetes aéreos do Recife para o Aeroporto de Congonhas, o principal “hub” (ponto de conexão de vôos) doméstico de São Paulo e do País. “É um trauma para o Brasil, um acidente depois do outro. Afinal, dez meses (desde o acidente com a aeronave da Gol) é muito pouco tempo.

O primeiro reflexo é que os passageiros estão evitando Congonhas. E o segundo é que esse aeroporto faz as principais conexões domésticas, enquanto o Aeroporto de Guarulhos faz as conexões internacionais do Nordeste, Centro-Oeste, Norte e Sul, além do Sudeste”, destaca a presidente do Sindicato das Empresas de Turismo (Sindetur), Lizete Maioli. Com isso, muitos vôos serão transferidos para Guarulhos, o que pode estrangular, também, o fluxo na quele aeroporto.

“Nós já havíamos sentido quedas nas vendas por causa dos atrasos e cancelamentos de vôos. Isso já havia aumentado um pouco agora, não por causa da queda do avião. Em julho, que é um mês de alta, caíram bastante as vendas, principalmente na segunda quinzena. Agora, com a queda do avião da TAM, os passageiros estão receosos em viajar”, explica o presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem em Pernambuco (Abav-PE), Lourival José da Silva.

Segundo o diretor Internacional da Abav Nacional, Leonel Rossi, as vendas de pacotes domésticos caíram 25% no País desde o final de 2006, período em que a ocupação de hotéis de regiões litorâneas, serras ou hotéis-fazenda num raio de 400 km das grandes metrópoles aumentou 20% – resultado da troca das viagens de avião por turismo de carro. “Teremos problemas até o fim do ano. As pessoas viajam para esquecer problemas.”

Mas Leonel acredita que os efeitos do acidente não serão duradouros. “Desastres aéreos são muito dramáticos, ainda mais hoje que os aviões são maiores. No primeiro mês após um acidente, há um arrefecimento de algumas pessoas que não querem viajar, mas depois as coisas voltam ao normal”, opina. Congonhas, informa ele, transporta 18 milhões de passageiros por ano, quando deveria receber 12 milhões e Guarulhos e Viracopos, ambos também em São Paulo, não têm condição de absorver esse excesso.

“A crise aérea, que se prolonga desde o fatídico acidente com a aeronave da Gol, tem causado uma seqüência inaceitável de transtornos e desconforto ao viajantes e vem desmotivando os brasileiros a fazerem novas viagens com receio e temor das conseqüências que por ventu ra tenham de passar”, reclama o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-Nacional), Eraldo Alves da Cruz.

Fonte: ABIH

Del Valle Editoria

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