Voar com glamour ou sem glamour, eis a questão!

Viajar pelo Brasil nunca foi barato, mas fica cada vez mais complicado conhecer destinos nacionais com tarifas nas alturas e poucas opções de companhias aéreas

  
  
Segundo a ANAC, o número de passageiros quase triplicou nos últimos nove anos. Em 2003, foram 37 milhões de passageiros voando pelo país, já em 2012 os aeroportos registraram o número recorde de 107 milhões de passageiros

Se você já começou a planejar suas viagens de 2013 vai perceber que os preços das passagens aéreas não estão nada camaradas e com certeza vão pesar no orçamento mais do que no ano passado. Viajar pelo Brasil nunca foi barato, mas fica cada vez mais complicado conhecer destinos nacionais com tarifas nas alturas e poucas opções de companhias aéreas.

O setor aéreo dá sinais de crise e não é à toa que tem sido abordado com frequência nos noticiários. Na manhã do dia 09/01/2013, uma reportagem especial no Bom Dia Brasil mostrou que 10 cidades brasileiras deixaram de ser atendidas pela aviação comercial em 2012. O grande problema é que a demanda aumentou e continuará a crescer nos próximos anos com a chegada de grandes eventos como a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

Segundo a ANAC, o número de passageiros quase triplicou nos últimos nove anos. Em 2003, foram 37 milhões de passageiros voando pelo país, já em 2012 os aeroportos registraram o número recorde de 107 milhões de passageiros. No mesmo período, o valor médio da passagem aérea caiu pela metade, com certeza uma redução significativa, mas não o suficiente para alavancar o turismo nacional aos patamares que ele merece e contribuir para melhor posicionar o Brasil entre os destinos mais competitivos da indústria turística mundial. O país ocupa hoje a 52ª posição no ranking mundial de competitividade no setor turístico, segundo relatório apresentado no último Fórum Econômico Mundial. Investir na aviação nacional de forma sustentável e planejada significa também investir no futuro do turismo nacional, gerar milhares de empregos no setor e contribuir de forma direta para a entrada de divisas no país.

Foi-se o tempo em que viajar de avião era puro glamour! Óbvio que para quem pode pagar é possível sim ter uma experiência luxuosa e inesquecível, basta você dar uma espiada nas fotos da primeira classe de companhias como a Emirates que irá entender o que eu digo. No entanto, voar para uma boa parcela da população mundial se tornou uma atividade corriqueira, o avião se popularizou e as pessoas passaram a transitar ainda mais por aí.

Se por um lado o glamour diminuiu, oferecer a possibilidade para que as pessoas conheçam mais lugares do mundo gastando menos se tornou um atrativo nicho de mercado. Você já ouviu falar nas companhias aéreas Low Cost? São empresas aéreas com passagens a baixo custo, ou seja, os preços são bem acessíveis, mas os serviços oferecidos mínimos. As empresas oferecem um serviço seguro e de qualidade, mas sem mimos aos passageiros, os quais a maioria de nós brasileiros estamos acostumados. Não há serviço de bordo gratuito, se você quiser consumir qualquer coisa a bordo terá que pagar por isso, as aeronaves são pequenas e pouco confortáveis, mas cumprem a função de te levar de um canto para outro em segurança. Na maioria dos casos, essas empresas operam em aeroportos pequenos, nas adjacências das grandes cidades ou até mesmo em cidades de médio porte pouco distantes das capitais.

Na Europa, as empresas Low Cost são bastante populares. Viajar de Ryanair ou Easy Jet pode ser uma experiência nada glamurosa, eu diria até mesmo uma experiência quase antropológica em alguns casos, mais o custo benefício compensa no final das contas. É possível ir de um país a outro desembolsando a bagatela de 30 euros ida e volta, o que equivale a 80 reais. E se você for um viajante antenado pode aproveitar promoções do tipo “ 1 milhão de assentos por 10 euros” ou promoções relâmpagos em que você irá pagar 2 euros para ir de Milão a Roma, por exemplo.

Em alguns momentos, você poderá se sentir como em um verdadeiro coletivo aéreo, no qual os assentos não são marcados, portanto, senta quem for mais rápido e chegar primeiro. Você viajará cercado de imagens de propaganda dentro da aeronave e a aeromoça ao invés de te oferecer um cafezinho irá te dar o catálogo de compras a bordo.

Com glamour ou sem glamour o importante é ter a opção de escolha e poder voar pagando um preço justo! No Brasil, a grande questão é justamente essa, a falta de opção! Pagamos um preço alto por serviços de qualidade mediana.

O sonho de consumo nosso é ver uma empresa genuinamente Low Cost operando no Brasil, oferecendo o melhor do serviço BBB-bom, bonito e barato!

Fonte: Embarque na Viagem

  
  

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