Bons ventos para os cruzeiros marítimos

Comércio varejista e o setor de transportes são os maiores beneficiários dos gastos dos passageiros dos navios

  
  
A maior parte dos turistas embarcará nos portos de Santos e do Rio de Janeiro

A movimentação econômica gerada pelos cruzeiros marítimos, cuja temporada 2011/12 começou no último mês, é mais um indicador da expansão desse mercado no país. A Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar) encomendou, neste ano, pesquisa à Fundação Getúlio Vargas (FGV) que mostra que a temporada 2010/2011, que terminou em maio, resultou em R$ 1,3 bilhão.

Durante a temporada, que dura cerca de oito meses, os maiores gastos diretos e indiretos foram dos armadores. São R$ 791,6 milhões em compra de suprimentos, custos portuários e combustíveis. Os cruzeiristas e tripulantes deixaram nos portos e nas cidades outros R$ 522,5 milhões.

Segundo o ministro do Turismo, Gastão Vieira, a expectativa é que a movimentação desta temporada seja ainda maior. “Este é um segmento que tem crescido com dinamismo e que será fundamental para a permanência dos visitantes estrangeiros no país na época da Copa do Mundo 2014”, disse.

Segundo a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), cerca de 894,8 mil passageiros devem ser transportados nessa temporada, número que supera em 12,87% a movimentação da temporada anterior. As operações deverão contar com 17 navios e oferta de 386 roteiros pelo litoral brasileiro. A maior parte dos turistas embarcará nos portos de Santos (SP), de onde sairão 589 mil passageiros, e do Rio de Janeiro (RJ), com 410 mil.

O segmento que mais lucrou com a temporada passada foi o comércio varejista que apurou R$ 172,6 milhões desembolsados por turistas e tripulantes. O segundo foi o de alimentos e bebidas com R$ 155,1 milhões, seguido dos serviços de transportes (antes e depois da viagem) com faturamento de R$ 80,3 milhões. A pesquisa levantou também os gastos com passeios turísticos, R$ 67,6 milhões, transportes nas escalas, R$ 30,5, e com hospedagem antes e/ou depois da viagem, 16,4%.

Fonte: MTur

  
  

Publicado por em