Turismo náutico aquece a economia do Estado do Rio de Janeiro

O estado tem duas cidades entre o ranking das cidades portuárias que mais receberam benefícios pelos gastos dos cruzeiristas e tripulantes na temporada 2010/2011

  
  

O estado do Rio de Janeiro tem duas cidades entre o ranking das cidades portuárias que mais receberam benefícios pelos gastos dos cruzeiristas e tripulantes na temporada 2010/2011. A capital, Rio de Janeiro, e Búzios, município localizado na Costa do Sol fluminense, movimentaram R$159,9 milhões. As duas cidades destacaram-se ainda por serem importantes portos de escala. Os dados são do documento “Cruzeiros Marítimos: Estudo de Perfil e Impactos Econômicos no Brasil”, encomendado pela Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar) à Fundação Getulio Vargas (FGV).

As outras cidades que estão entre as cinco primeiro colocadas são Santos (SP), Salvador (BA) e Ilhabela (SP). O Rio de Janeiro recebeu, entre turistas que desembarcaram e aqueles que estavam apenas em trânsito, 493.648 pessoas, movimentando a economia em R$ 102,9 milhões. Em Búzios o número total de cruzeiristas foi de 453.627, que geraram um movimento de R$ 57 milhões.

O documento “Cruzeiros Marítimos: Estudo de Perfil e Impactos Econômicos no Brasil” apontou ainda que o segmento de cruzeiros marítimos é um dos que mais crescem na indústria turística nacional, com expansão média de 33% ao ano. Foram 800 mil passageiros transportados pela costa brasileira, que injetaram R$ 1,3 bilhão na economia nacional. Os turistas nacionais foram responsáveis por 71,3% dos gastos, enquanto os turistas internacionais e tripulantes, por 28,7%.

Para o secretário de estado de Turismo, Ronald Ázaro, o turismo náutico é um filão que ainda vai crescer muito no Brasil.

- O turismo náutico é de extrema importância para as cidades do litoral. O Rio de Janeiro recebeu 248 atracações. Desembarcaram na cidade 138.931 mil turistas e estiveram em trânsito 354.717mil. Foram milhares de turistas que estimularam a geração de empregos e movimentam a economia.

Ainda de acordo com o estudo da FGV, a temporada, que foi de outubro de 2010 a maio de 2011, gerou no país 20,63 mil postos de trabalho, sendo 5,6 mil nos navios e mais de 15 mil, de forma direta e indireta, pelos gastos dos turistas nas cidades portuárias e na cadeia produtiva de apoio ao setor. Os setores mais beneficiados foram o comércio varejista e alimentos e bebidas.

Dos R$ 522,5 milhões gerados pelos gastos dos cruzeiristas e tripulantes, R$ 172,6 milhões foram com o comércio varejista e, R$ 155,1 milhões, com alimentos e bebidas. Os gastos com transporte antes e/ou após a viagem foram de R$ 80,3 milhões. Já os passeios turísticos movimentaram R$ 67,6 milhões. Os gastos com hospedagem, antes ou após a viagem de cruzeiro, chegaram a R$ 16,4 milhões.

A pesquisa estudou ainda questões relacionadas às características dos passageiros, tais como o perfil, gastos realizados, intenção de compra, hábitos de viagem, serviços utilizados, entre outros. Os dados finais mostraram que o público dos cruzeiros é composto, em sua maioria, por pessoas na faixa etária entre 25 e 44 anos e com ensino superior completo. Na temporada 2010/2011, 62,7% dos cruzeiristas estavam em sua primeira viagem de navio e a origem da maioria dos passageiros foi São Paulo (61,1%), seguido por Rio de Janeiro (12%) e Paraná (5,9%).

Segundo Ronald Ázaro, o trabalho desenvolvido pela Fundação Getúlio Vargas é fundamental para orientar o trabalho que deve ser feito pelos destinos turísticos que recebem um grande número de cruzeiristas.

- Sabendo com detalhes o perfil dos passageiros, podemos criar campanhas promocionais que despertem, cada vez mais, o interesse dos turistas, aumentando a procura não só pela capital, como também pelas cidades do interior, fazendo com que o turista estenda a sua permanência no estado.

Foi constatado ainda na pesquisa que há predominância do público feminino (55,8%) e de pessoas casadas (54,4%). A maioria, 48,6%, está na faixa etária entre 25 e 44 anos e tem ensino superior completo (58,1%).

O estudo “Cruzeiros Marítimos: Estudo de Perfil e Impactos Econômicos no Brasil” apontou, ainda, que 15,3% dos entrevistados estenderam a viagem e permaneceram um período maior na cidade de embarque/desembarque, antes e/ou após a viagem de cruzeiro. Dos que afirmaram ter permanecido mais tempo no destino – de dois a três dias adicionais –, 61,3%, hospedaram-se em hotéis e 33,8% em casa de amigos e parentes. Ao serem questionados se retornariam ao destino de escala a lazer, 89,1% responderam positivamente.

Fonte: Governo do Rio de Janeiro

  
  

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