Viaje de navio com saúde pela costa brasileira

A Anvisa elaborou um guia de conduta para navios de cruzeiro, que entrará em vigor a partir de outubro de 2011.

  
  

Os cruzeiros marítimos caíram no gosto do brasileiro. Hoje o País é o sexto colocado neste mercado turístico, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha, Itália e Espanha.

De acordo com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Abremar), 886 mil turistas devem fazer este tipo de viagem em 20 navios que percorrerão 21 cidades até maio de 2011.

Embora proporcionem bons momentos de descanso e lazer, os cruzeiros se assemelham a minicidades flutuantes, onde cinco a seis mil pessoas ficam confinadas por dias, facilitando a transmissão de doenças.

Não por acaso a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) elaborou um guia de conduta para navios de cruzeiro, que entrará em vigor a partir de outubro de 2011.

Inicialmente a publicação aborda a vigilância epidemiológica: define critérios para declaração de suspeita de surto a bordo, explica como são feitas as notificações e determina regras como limpeza do navio, higiene dos passageiros e da tripulação e isolamento.

Em um segundo momento, traz as regras de vigilância, com normas que vão do armazenamento de água à temperatura mínima para a manutenção de alimentos.

Quem quer aproveitar bem a viagem de navio, deve tomar alguns cuidados com a saúde antes e durante sua estadia para não ter nenhum transtorno.

“O problema mais comum nos cruzeiros é a diarréia provocada por água e alimentos contaminados. Por isso é preciso usar o álcool gel, lavar as mãos com frequência e evitar compartilhar o copo com outras pessoas”, ensina a médica Gelvana Barretos Reis, mestre em Doenças Infecciosas e Parasitárias pela Unifesp.

O infectologista Jessé Alves, da direção da Sociedade Brasileira de Medicina de Viagem, aconselha as pessoas com mais de 60 anos a procurarem seus médicos antes da viagem.

“Na consulta, o médico avaliará o estado de saúde do paciente e indicará os remédios que deverão ser levados a bordo”, explica.

Por considerar a epidemiologia das doenças infecciosas muito variável, a médica Lucia Bricks, diretora de Saúde Pública da Sanofi Pasteur, a divisão de vacinas da Sanofi-Aventis, aconselha os turistas a consultarem o website www.viagemcomsaude.com.br para saber quais providências adotar antes da viagem.

“Nesta página eletrônica, é possível encontrar informações atualizadas sobre áreas de risco de epidemias assim como as vacinas recomendadas para pessoas que se deslocam para diferentes regiões do mundo”, diz a médica. O website é mantido pela Sanofi Pasteur.

VACINAÇÃO:

Outra dica importante é atualizar o calendário vacinal antes do embarque, seja de crianças, adolescentes, jovens, adultos e membros da terceira idade.

“Como os locais de grandes aglomerações humanas facilitam a transmissão de doenças respiratórias, os turistas devem se imunizar contra a gripe e varicela”, diz a médica Gelvana Barretos Reis.

Os maiores de 65 anos e portadores de doenças crônicas precisam se proteger contra pneumonia. A vacina internacionalmente conhecida por Pneumo 23, comercializada pela Sanofi Pasteur oferece proteção contra 23 dos 90 sorotipos conhecidos do pneumococo. Ela propicia cobertura contra 90% dos sorotipos que têm maior capacidade invasiva e resistência aos antimicrobianos e são os principais responsáveis pelas complicações registradas após o terceiro dia da infecção viral.

Uma doença provocada por água e alimentos contaminados que pode ser prevenida por vacina é a hepatite A . “Dificilmente este tipo de doença se contrai no navio, onde há boas condições de higiene. Mas o viajante pode se expor à hepatite A durante as paradas, principalmente quando consome alimentos em restaurantes, barracas de praia e oferecidos por vendedores ambulantes”, explica Jessé Alves.

Os recentes surtos de sarampo no Pará, Rio Grande do Sul e Paraíba sinalizam a necessidade da vacinação. Considerada controlada no Brasil, essa doença chega ao território nacional via casos “importados” de países onde ainda continua existindo a Inglaterra, Japão e Alemanha.

Fonte: Nora Ferreira

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Publicado por em

Lázaro Piunti

Lázaro Piunti

03/01/2011 09:37:32
Boa matéria.
Normalmente essas situações passam despercebidas pelas pessoas que realizam esse tipo de viagem.

Lázaro Piunti
Itu sp
ljpiunti@uol.com.br