A vida no agreste moldada em barro e cores

Apenas 7km separam Caruaru do bairro Alto do Moura, o maior Centro de Artes Figurativas das Américas

  
  
Barraca de artesanato em Caruaru (PE)

Histórias do nordestino comum contadas de forma inteligente, por meio da argila – material da terra, em Alto do Moura, bairro do município de Caruaru, no agreste pernambucano. No lugar, moram mais mil artesãos que transformam suas próprias casas em ateliês durante o dia, modelando bonecos e fazendo história.

Caruaru é conhecida como “Princesinha do Agreste”. E, desde o pórtico de entrada, os visitantes já ficam sabendo que ali está “O maior Centro de Artes Figurativas das Américas”. Conhecido como o precursor da arte de mostrar a vida do nordestino moldada em barro, Mestre Vitalino nasceu em Ribeira dos Campos, em 1909, e faleceu em Alto do Moura, em 1963. Se fez conhecido até no estrangeiro, deixou vários discípulos e muita arte para ser conhecida pelos amantes da cultura nordestina. O atual Museu do Barro de Caruaru contempla várias peças deste que foi o maior ícone dos ceramistas, um verdadeiro divisor de águas da arte popular.

Dia do ceramista
Em 28 de maio, comemora-se o dia do Ceramista, e nada melhor que esta data festiva para conhecer melhor esse belo trabalho. Recebe este nome o artesão que usa a argila, uma espécie de barro, posteriormente umedecida para fazer modelagens e, assim, produzir objetos decorativos e obras de arte. Existem também os que concentram forças para produção de azulejos e pisos.

Encontrar matéria prima de boa qualidade requer empenho do artesão, pois para transformar a argila em um produto artístico não é mera coincidência para os que levam a sério essa função, é passada de geração em geração. Depois de finalizada, a obra de arte passa por um forno preparado para queimar o barro e o fixar, podendo passar pela água sem se desmanchar.

Alto do Moura leva a sério este estilo de arte popular, ficando aberta durante o dia, das 8h às 17h, para visitação pública. Apenas 7km separam Caruaru, com seus museus de história do nordestino, das produções em tempo real do bairro Alto do Moura. Agora é só escolher de onde acompanhar toda essa arte popular dos ceramistas pernambucanos.

Fonte: MTur

  
  

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Thalyta

Thalyta

12/08/2011 19:26:42
Ótimo!

Janete

Janete

02/06/2011 14:57:19
A idéia divulgadora do conhecimento popular nos dá a esperança de termos referências sobre os nossos costumes e assim, a nossa história não fica perdida no tempo...a necessidade de construir personagens em barro é uma forma de escrita bem fiel, pois que não há professores...isso nos dá uma dimensão da idéia do conhecimento e do viver de cada um...