Acre oferece novas opções de turismo na Amazônia

Conhecido internacionalmente por sua luta em defesa da Amazônia e de seus povos, assassinado por fazendeiros da região, o seringueiro Chico Mendes é homenageado no turismo do Vale do Acre com um caminho que leva seu nome.

  
  

Ecologia, gastronomia, história, comércio. Três rotas diversificam o turismo na região do Vale do Acre e atraem visitantes de outros estados. Caminho de Chico Mendes, Caminho da Revolução e Caminho do Pacífico são as mais novas rotas que vêm chamando a atenção de turistas tanto da região amazônica como de estrangeiros, desde sua elaboração em 2005.

Duas delas, as rotas de Chico Mendes e do Pacífico, serão apresentadas durante o Salão de Turismo 2008, que acontecerá na cidade de São Paulo, de 18 a 22 de junho. As ações desenvolvidas nas rotas em benefício do turismo local acontecem por meio de parceria do Sebrae no Acre, Secretaria de Turismo do Estado e as prefeituras dos municípios que integram as rotas do Vale.

Segundo Adriana Elizabete de Souza, gestora do Projeto de Turismo do Sebrae/AC, o fluxo turístico mais intenso no Vale começou em 2007, como resultado de iniciativas desenvolvidas pelos parceiros. “O projeto é composto de capacitações e consultorias para quem já empreende na região ou pensa em empreender”, explica Adriana.

Por meio de parceria com o Serviço Brasileiro de Aprendizagem Comercial (Senac), o Sebrae/AC promoveu capacitações para formação da mão-de-obra de hotéis, agências de viagem e restaurantes. Com os empresários e empreendedores, o projeto enfatizou aspectos como a importância de uma gestão adequada e empreendedora.

“O turismo no Acre é muito recente. Estamos a cada dia preparando e conscientizando a rede turística local para o atendimento aos visitantes”, frisa a gestora.

O turismo do Vale do Acre atrai muitos moradores de estados próximos, como Rondônia. O turismo de negócios traz à capital Rio Branco e proximidades visitantes de estados de todo o Brasil. O Acre ainda recebe turistas dos países fronteiriços Bolívia e Peru, que chegam ao estado principalmente para prestigiar festivais gastronômicos.

Os parceiros do projeto Vale do Acre divulgam eventos da culinária local por meio de emissoras de rádio e outdoors nas cidades estrangeiras com as quais o Estado faz fronteira.

Em memória de Chico Mendes:

Conhecido internacionalmente por sua luta em defesa da Amazônia e de seus povos, assassinado por fazendeiros da região, o seringueiro Chico Mendes (1944-1988) é homenageado no turismo do Vale do Acre com um caminho que leva seu nome.

Os turistas partem de Rio Branco, passam pelos municípios de Senador Guiomard e Capíxaba e chegam a Xapuri, terra natal de Chico. “A rota tem como finalidade contar a história desse importante líder e de sua luta como ambientalista”, conta Adriana Elizabete.

Em Xapuri, os visitantes podem conhecer a casa do famoso seringueiro, a Fundação Chico Mendes e o Museu de Xapuri. Na cidade, eles têm ainda a oportunidade de visitar o Seringal de Cachoeira, palco das várias lutas de Chico em defesa dos povos da floresta.

No Seringal há uma pousada ecológica com opção de pernoite. O turista acorda de manhã cedo, percorre trilhas e toma um café da manhã típico dos seringueiros, com tapioca, pão de milho servido com carne moída e ovos, mingau de banana e tapioca.

Pacífico:

Para quem busca um turismo místico, o roteiro do Caminho do Pacífico é a opção certa. O passeio percorre principalmente as cidades de Assis Brasil, Cuzco e Machu Pichu, onde em cinco dias e quatro noites o turista percorre cerca de 1.200 quilômetros de carro e de avião para conhecer um dos mais intrigantes berços da civilização humana.

Segundo a dona da agência de viagens Morais Tur, de Rio Branco, Neyla de Assis Morais, que faz esses passeios, o Caminho do Pacífico custa em média US$ 900 com tudo incluso, saindo da capital acreana.

“A maioria dos nossos clientes é estrangeira. Trabalhamos como uma operadora de viagens peruana que sempre indica esse roteiro, que é um dos mais procurados”, disse.

Além do atrativo místico, produtos importados como bebidas, perfumes e eletrônicos, vindos de outras partes do mundo, via Bolívia, são uma forma de atrair o turista para o Caminho do Pacífico. O roteiro oferece uma zona de livre comércio nos municípios de Epitaciolândia e Brasiléia, na fronteira com a Bolívia, e Assis Brasil, fronteiriço à Bolívia e ao Peru. Rio Branco funciona como centro irradiador e receptor do fluxo turístico.

As três cidades do Caminho do Pacífico servem ainda como pontos de partida para que o turista brasileiro conheça o Peru e a Bolívia. Assis Brasil se localiza a 740 km da cidade peruana de Cuzco, construída pela civilização Inca. “O Caminho do Pacífico dá ao turista a chance de se informar sobre a cultura indígena, muito forte na região”, sugere a gestora de Turismo do Sebrae/AC.

O Caminho da Revolução sai de Rio Branco e vai para Porto Acre. Esse município foi o berço da Revolução Acreana, movimento que separou o estado da Bolívia e o colocou sob domínio brasileiro, no começo do século XX. Recentemente, a localidade serviu de cenário para a minissérie ‘Amazônia’, da Rede Globo, que retratou o movimento.

Em Porto Acre, está à disposição do visitante a Sala Memória, museu que conta toda a história da luta. O município destaca um Sítio Histórico, com vestígios das lutas e da arquitetura típica das casas de madeira dos seringalistas (proprietários dos seringais). A cidade cenográfica da produção global passa por uma série de obras para que seja aberta à visitação.

Castanha e amendoim:

Segundo Adriana Elizabete de Souza, o Vale do Acre se destaca por reunir alguns dos mais belos cenários da Amazônia, um povo hospitaleiro e um rico folclore. “No Acre, os turistas podem manter contato com um modelo pautado na sustentabilidade da floresta, conhecido como ‘florestania’, no qual procura-se utilizar os recursos naturais com sabedoria, para se viver e conviver com a floresta sem prejudicá-la”, explica.

A culinária oferece verdadeiros deleites em pratos tradicionais nortistas, como o pato ao tucupi, a rabada no tucupi e o tacacá. Os recentes festivais gastronômicos revelaram outras delícias como a costela de tambaqui ao molho de castanha, a salada de maionese com amendoim e a saltenha com amendoim, salgado semelhante a um pastel, com recheio de frango, batata e amendoim.

Para chegar ao Acre, o turista pode optar por duas companhias aéreas brasileiras de grande porte. O visitante adquire os passeios turísticos em operadoras nacionais ou em agências de turismo em Rio Branco. Na capital, a rede hoteleira conta com 11 empreendimentos de médio porte. Brasiléia, Xapuri e Epitaciolândia dispõem de hotéis e pousadas e os outros municípios contam com pousadas.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

  
  

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Rodrigo

Rodrigo

19/03/2009 11:00:46
Estarei no acre no final no começo de Abril....vamos ver como será..........

Renata Flor Saldanha

Renata Flor Saldanha

11/09/2008 18:57:57
Sou educanda do curso de serviços turisticos e tenho a dizer que devemos comtinuar com ese trabalho na área do turismo, pois o nosso ACRE tem muito a oferecer. Moramos na AMAZÔNIA vamos valorizar isso.
EU AMO MEU ACRE!!!!!!!!!!!!!!!!