Antes de tudo, uma bela cidade!

No Sertão pernambucano, Exu é destaque no cenário cultural e histórico

  
  

É embaixo da Chapada do Araripe, no alto sertão pernambucano, a 630 quilômetros do Recife, que está localizado o município de Exu. A vegetação típica é a caatinga, porém ainda é possível encontrar vegetação de médio e grande porte, como o eucalipto. Com o clima semi-árido e quente, sendo muito frio no inverno e muito quente no verão, com temperaturas típicas do deserto - quente de dia e frio à noite. Cidade quente, pobre, que apesar de não ostentar sofisticação e modernidade, é mãe natural de ilustres cidadãos pernambucanos. Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, e Bárbara de Alencar - uma das primeiras mulheres a se envolver em política e lutar a favor da Independência do Brasil.

Bem na entrada da cidade, está o Parque Aza Branca (é “aza” com “z” mesmo), marco maior do acervo cultural e histórico de Gonzaga. Lá estão localizados o Museu do Gonzagão com mais de 500 peças pertencentes ao Rei do Baião, as casas de Januário (pai de Luiz Gonzaga) e Gonzaga, no tempo em que o cantor voltou a morar no sertão - o destaque dos lugares se dá pela preservação dos móveis e objetos originais usados pelos dois - e o Mausoléu do Gonzagão - onde estão os restos mortais da família. Na pequena Vila do Araripe, a 12 quilômetros do centro, está a capela de São João Batista (onde Gonzaga foi batizado), a Casa Grande, a primeira da região e hoje museu de Bárbara de Alencar, e um monumento em pedra, representando a casa de barro onde Gonzagão nasceu.

Os amantes das festas populares também podem aproveitar o período da festa do padroeiro Senhor Bom Jesus dos Aflitos, no mês de janeiro, a Semana Santa, os festejos Juninos, além da tradicional vaquejada que acontece no mês de setembro. Mas, sem dúvida, o destaque maior das festividades do Exu vai para as homenagens nas datas de nascimento e morte de Luiz Gonzaga, a conhecida Festa do Gonzagão, que acontece, respectivamente, nos dias 13 de dezembro e 2 de agosto, no Parque Aza Branca.

A tradicional família Alencar foi responsável pela fundação das famosas fazendas Várzea Grande, Caiçara (onde nasceram Gonzaga e Bárbara), Bodocó, Salgueiro e Gameleira. Nesta última, situada no pé da Serra do Araripe, foi fundado o povoado de Exu. Entretanto, devido o Exu Velho, como era conhecido do local, estar situado no sopé da Serra do Araripe, numa região sujeita a erosão, já que a água que escorria da serra poderia provocar desmoronamentos, foi acordado a transferência do povoado para as localizações cujo comércio se desenvolvia fortemente. A partir de então, nascia o Novo Exu, onde permanece até hoje. Nas localidades do Exu Velho só restaram as ruínas da antiga Igreja Matriz, marco arquitetônico em pedra e barro, que se tornou um dos maiores pontos turísticos da cidade. O centro comercial, no vilarejo da Pamonha, é possível encontrar verdadeiras obras de artes em pedra, todas assinadas pela natureza.

O turismo ecológico é outro atrativo da cidade, Nas trilhas pelas Camarinhas da Gameleira, local onde dá para ter uma visão panorâmica de toda a cidade, as cachoeiras naturais de águas cristalinas e geladas do Cantarino, e a beleza insólita das Mangueiras, com sua singularidade e aquele friozinho bom da Serra - contrapondo a temperatura elevada do centro da cidade - são opções para os mais aventureiros.

Serviço

Como chegar

Município de Exu - Sertão pernambucano

Como chegar: BR-122, BR-316, BR-232

Onde ficar

Pousada J. Alves

Telefone: (87) 3879 1125

Diárias a partir de R$ 20

Fonte: Folha de Pernambuco

  
  

Publicado por em