Cinema no Rio chega a oitava edição

Já está nas águas do Velho Chico a expedição do projeto “Cinema no Rio”, que leva a sétima arte para comunidades ribeirinhas nos rincões de Minas Gerais

  
  
Desde o início do projeto, ao todo, 200 mil já assistiram as sessões de cinema ao ar livre que reúnem crianças, jovens e adultos

Já está nas águas do Velho Chico a expedição do projeto “Cinema no Rio”, que leva a sétima arte para comunidades ribeirinhas nos rincões de Minas Gerais. Durante os 15 dias desta primeira etapa, as cidades visitadas estão recebendo telas infláveis, onde são exibidos documentários, animações e longas metragens nacionais.

Realizada pela produtora Cinear há oito anos, a expedição tem como objetivo democratizar o acesso à cultura. Desde o início do projeto, ao todo, 200 mil já assistiram as sessões de cinema ao ar livre que reúnem crianças, jovens e adultos, incluindo muitos moradores que nunca haviam visto um filme na telona. Enquanto uma carreta leva a estrutura por terra, uma equipe de cineastas, educadores, fotógrafos e jornalistas segue de barco para as cidades que vão sediar as exibições. Além de filmes consagrados, em cada sessão são projetados documentários sobre a própria cidade, sua cultura e personagens, gravados durante a pré-produção do projeto.

Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe já receberam expedições do projeto. Os espaços de projeção são montados ao ar livre, com 200 cadeiras de plástico. Calçadas, árvores e lonas no chão também acomodam os espectadores.

Uma das curiosidades é a logística dos equipamentos. Ao invés de peças pesadas usadas em projeções convencionais, a tela é inflável, muito mais fácil de montar e desmontar. Um grande amontoado de lona se transforma em uma tela de cinema de 10m x 7,5 em apenas 15 minutos.

Em seu oitavo ano, a expedição está percorrendo 13 municípios exibindo os filmes Girimunho de Helvécio Marins e Clarissa Campolina, Vou Rifar meu Coração, de Ana Riefer, Eu e Meu Guarda Chuva de Toni Vanzolini, entre outros. A programação ainda inclui atrações culturais locais e oficinas lúdicas em que crianças conhecem e praticam fundamentos da fotografia.

O Rio São Francisco
Esse caudaloso rio habitado por indígenas e anteriormente conhecido como opará, algo como “rio-mar” foi descoberto por Américo Vespúcio em 1501, no dia de São Francisco. Depois que nasce nas entranhas da Serra da Canastra, em Minas Gerais, o rio ganha volume com a chegada dos afluentes até desaguar no Atlântico, e pelo caminho vai irrigando plantações, abastecendo cidades e inspirando o imaginário popular. É também considerado quase um milagre da natureza, pois faz o capricho de correr ao contrário e se estende do Sul mais baixo para o Norte mais alto devido à falha geológica denominada Depressão Sanfranciscana. Às suas margens, populacões ribeirinhas preservam histórias, personagens e traços da cultura tradicional, presentes em obras de grandes escritores brasileiros, como Guimarães Rosa.

Fonte: Cinematório

  
  

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