Conheça a História e a Cultura de Cabo Frio em 3 Dias

Com a chegada dos Portugueses na região em 1503, Cabo Frio, considerada a sétima cidade mais antiga do Brasil, vem mantendo as características que a destacaram no cenário econômico e turístico do Brasil

  
  
Cabo Frio

Com a chegada dos Portugueses na região em 1503, Cabo Frio, considerada a sétima cidade mais antiga do Brasil, vem mantendo as características que a destacaram no cenário econômico e turístico do estado do Rio de Janeiro. Basta caminhar pelas ruas do centro para se deslumbrar com a beleza da arquitetura colonial, as igrejas, o casario, a ponte e muito mais.

Primeiro Dia
A entrada da cidade, vindo de São Pedro da Aldeia, apresenta aos visitantes a produção salineira, que foi durante muitos anos o motor da economia local, ainda na estrada. O visitante pode observar as antigas salinas e entender como era produzido o sal que tanto enriquece o sabor dos alimentos.

Indo em direção ao centro, na praça de São Cristovão, pode-se avistar o Monumento em homenagem ao Salineiro, construído para homenagear e perpetuar a gratidão da população aos trabalhadores das salinas que tanto contribuíram para o crescimento da cidade.

Seguindo pela Av. Assunção, em direção ao centro histórico, o visitante chega na Praça Porto da Rocha, onde encontra o busto em homenagem ao ilustre romancista cabo-friense Teixeira e Souza e a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Assunção de Cabo Frio, construída em 1615 por ordem de D.João VI.

Mais adiante, na Av. Assunção, avista-se o Charitas – Museu Casa de Cultura José de Dome, edificação construída no séc. XVIII com o objetivo de servir como Casa de Caridade e que hoje abriga entre outras curiosidades o Marco das Sesmarias do São Bento, monumento representativo da fundação da cidade de Nossa Senhora de Assunção de Cabo Frio, por ordem do então capitão da Fortaleza de Cabo Frio, Estevão Gomes, em 1616.

Seguindo pela Av. Assunção, na esquina com a Travessa Maçônica, o visitante pode observar a imponência do prédio da Câmara Municipal, construído em 1873 em substituição ao prédio original que datava de 166. E, mais adiante, ao final da avenida, chegar no Conjunto Arquitetônico do Bairro da Passagem, bairro que ainda mantém características da época da fundação da cidade, e a Igreja de São Benedito, construída em 1701.

Antes de descansar em uma das opções de hospedagem, o visitante não pode deixar de passear pelo Boulevard Canal, e conhecer o Monumento e a Casa Atelier, construída em homenagem a Carlos Scliar.

Segundo Dia
Imaginar como deve ter sido para os navegantes a visão de Cabo Frio lá em 1503 é uma aventura cultural a parte.

A chegada na cidade, vindo de São Pedro da Aldeia, apresenta aos visitantes a produção salineira, que foi durante muitos anos o motor da economia local, ainda na estrada. O visitante pode observar as antigas salinas e entender como era produzido o sal que tanto enriquece o sabor dos alimentos.

A cidade, estratégica para os planos de colonização do território recém-descoberto pelos portugueses, precisava de proteção contra invasões e aventureiros.

Sua geografia costeira proporcionou a construção do Forte São Mateus, erguido em 1617 no ponto extremo de Praia do Forte , bem de frente para o Parque Municipal da Praia do Forte - Reserva dos Sambaquis em uma ilhota rochosa junto à entrada da Barra da Lagoa de Araruama. Sua finalidade era controlar, de um lado, o mar aberto de onde os navios inimigos poderiam aproximar-se, do outro lado a entrada do Canal do Itajurú e consequentemente o acesso às terras interiores.

Do outro lado do Canal, bem no alto do morro, de frente para o oceano Atlântico pode ser avistado o Antigo Farol de Navegação, utilizado pelos antigos navegadores como fonte de orientação e localização do canal em meio à imensidão da noite.
Seguindo pela Rua Almirante Barroso em direção ao largo de São Francisco, o visitante se depara com a Igreja de São Benedito, que foi fundada por João Botelho da Costa, em 1761, no largo de mesmo nome para abrigar os escravos que se associavam em irmandades.

Para completar as visitas do dia pelo patrimônio histórico e relaxar com o belo por do sol, nada melhor que um passeio de barco e uma caminhada pelo Boulevard Canal.

O retorno ao final da tarde pode reservar surpresas, principalmente se a opção for a de permanecer na cidade por mais um dia. Daí, as diversas opções de hospedagem que Cabo Frio oferece podem fazer a diferença na hora de decidir.

Decidindo pela permanência, o visitante pode usufruir das inúmeras possibilidades na agitada vida noturna do centro e da Praia do Forte, restaurantes e casas noturnas, além de visitar a feira de artesanato.

Terceiro Dia
Começar o dia rumo ao que Cabo Frio tem de mais sagrado no que tange a sua história é fundamental para os visitantes que pretendem realmente conhecer a cidade.

A religiosidade do Brasil colônia emerge nas ruas que levam ao Largo de Santo Antônio.

Antes de chegar ao Largo de Santo Antônio, pela Av. Júlia Kubitscheck, surge o primeiro sinal de que estamos chegando na parte histórica da cidade: a Fonte do Itajurú, cujas águas abasteciam um acampamento de pesca indígena Tupinambá, além de servir de suporte às embarcações européias que traficavam pau-brasil.

Já no Largo, o visitante pode conhecer o Convento Nossa Senhora dos Anjos inaugurado em 13 de janeiro de 1696, onde hoje se encontra o acervo do Museu de Artes Sacras e Tradicionais.

Saindo do convento, uma subida ao Mirante do Morro da Guia que reserva aos visitantes uma privilegiada vista panorâmica da cidade e seus encantos, além de ser acesso à Capela Nossa Senhora da Guia, construída pelos padres franciscanos em 1740 e cercada de muitas lendas.

Contam os historiadores que a imagem de Nossa Senhora da Guia, que ficava no interior do Convento Nossa Senhora dos Anjos, vez por outra era encontrada no alto do morro.

Depois de várias tentativas de trazer a imagem de volta para o convento, os padres resolveram então construir a capela e deixar a imagem lá para atender o desejo da Santa. A capela então passou a ser frequentada pelas esposas dos pescadores da região, que lá subiam por meio de trilhas até o pequeno oratório para rezar, pedindo à Santa que guiasse seus esposos que estavam em alto mar de volta para casa com segurança.

Saindo do Morro da Guia, o visitante tem duas opções extremamente interessantes: Seguir para a Rua dos Biquinis atravessando a Ponte Feliciano Sodré, principal ligação entre o centro da cidade e bairros como Jardim Esperança, Jacaré e Peró, construída na década de 1920 em substituição a antiga ponte da ferrovia, pelo então governador do Estado que lhe emprestou o nome e seguir até a antiga Estação Ferroviária, ou então, continuar seguindo pela Casa dos 500 anos, inaugurada em 14 de agosto de 2003 em comemoração aos 500 anos de história da cidade, abriga em seu interior importantes acervos permanentes tais como maquetes de monumentos históricos da cidade, fotos atuais e antigas de Cabo Frio, acervo de Arte popular, livros de atas da Câmara Municipal do séc. XIX e 17 painéis dos "Caminhos de Darwin".

Em seus jardins a Casa 500 anos abriga o Pelourinho, que originalmente localizava-se em frente à Matriz, na atual Praça D. Pedro II, uma coluna cilíndrica com o símbolo "das armas e insígnias por bem da justiça". Nele eram afixados editais da Câmara e eram expostos, ao público, os criminosos que eram castigados.

Na sequência, não se pode deixar de visitar a Figueira do Portinho, árvore da família das Moráceas, originária da Índia, foi plantada há mais de 200 anos e pela sua importância, especial beleza e raridade, foi tombada e declarada imune de corte pelo decreto nº 2932 de 5/09/2002.

Fonte: Cabo Frio Turismo

  
  

Publicado por em

Agostinho Abreu

Agostinho Abreu

24/11/2011 10:05:36
Cabo Frio é um paraíso. Preserva a história ao mesmo tempo em que tem um progresso fantástivo.