Cultura, história e natureza em Minas

A rota Caminhos Reais, pelas cidades históricas de Minas Gerais, destaca-se pela pluralidade.

  
  
Casarões do século XVII criam uma ambientação adequada para a gastronomia mineira no roteiro Caminhos Reais, em Minas Gerais

A rota Caminhos Reais, pelas cidades históricas de Minas Gerais, destaca-se pela pluralidade. Com amplas opções culturais, históricas e naturais ela é capaz de agradar os mais diversos gostos. Na capital mineira, Belo Horizonte, o turista tem a oportunidade de conhecer a produção artística nacional atual, nas casas de espetáculo e discotecas. Para os apaixonados pela natureza, tem o Centro de Arte Contemporânea Inhotim, com 40 hectares de jardins, extensa coleção botânica de espécies tropicais raras e um acervo artístico de relevância internacional. Os amantes da história vão apreciar uma visita pelos municípios vizinhos com arquitetura do período colonial brasileiro, ladeiras, igrejas, museus e casarios repletos de tesouros do ciclo do Ouro.

Minas Gerais é famosa pela culinária típica. Quitutes, doces e salgados compõem as mesas dos mais simples vilarejos ao mais sofisticados hotéis. É renomada hospitalidade mineira, capaz de arrancar um sorriso, um sentimento de aconchego e deixar um gostinho de quero mais nos mais exigentes visitantes.

Para os mais aventureiros, a região guarda uma variedade de destinos, com grutas, cachoeiras, rios e montanhas. Cenário ideal para a prática do turismo de aventura, com trekking, rafting, rapel ou simplesmente para um mergulho despretensioso e revigorante. Destaque para a Gruta Rei do Mato, em Sete Lagoas, que encanta pela beleza das formações calcárias.

O visitante tem a oportunidade de, literalmente, colocar a mão na massa, vivenciado os fazeres e saberes, nas visitas às igrejas barrocas, aos ateliês dos artistas e na convivência com a gente simples e hospitaleira do estado nos municípios de Mariana, São João del-Rei, Ouro Preto, Tiradentes e Diamantina. A viagem vai ficar guardada não só nas fotografias.

A rota Caminhos Reais, pelas cidades históricas de Minas Gerais, destaca-se pela pluralidade

Ailton Trindade Narciso – Produção associada
Além das ladeiras e história, Minas Gerais conta com um rico artesanato passado de gerações para gerações. Destacam-se as obras de arte sacra, com santos e outras imagens simbólicas como a pomba com raios do Espírito Santo, esculpidos em madeira bruta. Mulatas sensuais, com corpos a mostra e outras figuras femininas também ganham espaço no artesanato mineiro.

Entre os expoentes locais está Ailton Trindade Narciso, representante do estado no 4º Salão do Turismo, em São Paulo. Ele aprendeu o ofício com o sogro, Martiniano Moreira de Carvalho, o Naninho. Com um olhar atento, mãos firmes e batidas precisas, Ailton transforma a madeira em esculturas decorativas.

Investimentos
De 2003 a 2008 o MTur investiu R$ 419.703.765 milhões em infraestrutura, R$ 50,4 milhões em eventos e R$ 70,6 milhões na divulgação de Minas Gerais como ponto turístico.

Vesperata - Diamantina
Atração muito conhecida nacionalmente. É marcada pela regência do maestro na rua. Os músicos executam as melodias das sacadas dos prédios. O repertório é composto por músicas eruditas e populares brasileiras. A vesperata de Diamantina teve grande importância para a declaração de Diamantina como Patrimônio da Humanidade. O evento foi interrompido nos anos 60 durante o golpe militar, mas retornou em 1997.

BELO HORIZONTE
A cidade oferece interessantes áreas de visitação, casas de espetáculos com boas programações artístico-cultural, diversificada gastronomia, rico artesanato disponível nas feiras e lojas especializadas.

MARIANA
Nasceu às margens do Ribeirão do Carmo, no final do século XVII, precisamente em 16/07/1696, quando os bandeirantes de Taubaté (SP) chegaram e começaram a mineração. Logo ergueram uma capela que, anos depois, tornou-se Igreja Nossa Senhora da Assunção. Em 1945 Mariana foi tombada como Monumento Nacional.

OURO PRETO
O nome vem do ouro escuro encontrado na cidade. Em 1698, uma expedição de paulistas acampou a margem de um córrego e avistou o Pico do Itacolomi. Do local retiraram tanto ouro que a quantidade produzida pelo Brasil entre 1700 e 1770 foi praticamente igual a toda a produção do resto da América.

SÃO JOÃO DEL – REI
O povoamento começou no final do século XVII com o bandeirante Tomé Portes del Rei. Com permissão real, deu inicio à travessia do Rio das Mortes. A corredeira era uma das inúmeras dificuldades enfrentadas pelos bandeirantes nas árduas viagens. Foram vários os que se afogaram ao tentar sua travessia.

TIRADENTES
Tem origem no pequeno arraial da Ponta do Morro, formado em princípios do século XVIII. Desde os últimos anos do século XVII, o paulista Tomé Portes Del Rey explorava o direito de passagem às margens do Rio das Mortes. Em 1702, João de Siqueira Afonso chega à região e, em companhia de Tomé Portes, descobre ouro nos córregos da redondeza. Com a chegada de garimpeiros, o local é ocupado.

DIAMANTINA
Diamantina foi sede do 2º bispado de Minas, criado por Pio IX, em 1854. Entre as igrejas de Diamantina, merece destaque a de São Francisco de Paula, da segunda metade do século XVIII. Em 1999, a cidade foi declarada pela UNESCO "Patrimônio Cultural da Humanidade".

Para saber mais
www.turismo.gov.br

Fonte: Salão Nacional do Turismo

  
  

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