II Encontro Arte na Figueira une arte, música e gastronomia em Campo Grande

O evento proporcionou aos participantes e ao público presente contato com profissionais que atuam em Campo Grande e em diferentes partes do mundo, possibilitando abrangência de rede cultural, troca de idéias e enriquecimento artístico

  
  
Neste segundo evento, cerca de cento e vinte pessoas vivenciaram momento artístico exclusivo para a capital sul-matogrossense

Como numa pintura contemporânea a beleza de 24 árvores da espécie ficus, deram espaço a catorze artistas que generosamente se reuniram no último domingo, 18 de dezembro de 2011 para realizar o "II Encontro Arte na Figueira" na Fazenda Água Branca, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

O evento foi idealizado e organizado pela bailarina e coreógrafa Maria Elvira Machado. Segundo a artista "este encontro, de caráter experimental desde sua primeira edição, tem como objetivo reunir criadores intérpretes de diferentes áreas, a fim de compartilhar seus processos artísticos. Vê-se aqui um caldeirão cultural composto por músicos, produtores, dançarinos, artistas-plásticos, palhaços, cozinheiros, vídeo-makers, performers, reunidos com o mesmo propósito, o de fazer Arte".

DIVERSIDADE CULTURAL
O evento proporcionou aos participantes e ao público presente contato com profissionais que atuam em Campo Grande e em diferentes partes do mundo, possibilitando abrangência de rede cultural, troca de idéias e enriquecimento artístico. Joana Barbosa, atriz e professora de clown com formação em Londres, foi um dos destaques do evento e apresentou seu personagem na intervenção `Clowd Clown`: o palhaço nuvem. "Estou extremamente feliz e emocionada de ter feito parte de um evento tão especial (...) tive o prazer de levar Clowd Clown para o meio das árvores e ministrar um workshop de palhaço em Campo Grande, minha cidade querida", relatou a atriz momentos depois de sua apresentação em sua página na rede social "facebook".

MÚSICA E INSTALAÇÕES
Músicos do circuito nacional como Jonas Feliz, e internacional como Jean Dumas da França, afinaram os ouvidos da plateia com sons que partiram da bossa nova, samba e foram até batucadas ritmadas de maracatu.

Efêmera e marcante foi a conclusão que se tirou das obras de arte presentes. Edmar Pinto Costa Neto, acadêmico da Escola Superior de Marketing e Propaganda de São Paulo, fez parte do público e demonstrou entusiasmo. "Não é todo dia que a gente vê tanta gente bacana interagindo... Eu, particularmente, fico orgulhoso e envaidecido," ao referir-se a obra "Canto" do artista-plástico Pedro Maia.

Elder Alves, Lúcia Barbosa, Ana Karla Zahran e Inês Machado foram alguns dos artistas locais que se utilizaram do cenário exuberante das árvores para emoldurar suas criativas instalações.

GASTRONOMIA
O evento contou ainda com a participação do Chef Paulo Machado do Instituto de Pesquisas em Alimentação que leva seu nome, e que ofereceu aos presentes quitutes diversos com acento regional. "Procurei criar receitas que levam um pouco dos ingredientes e preparos que trago das minhas viagens de pesquisa, mas sem perder conexão com regionalismo e arte. Usei temperos peruanos e até o licuri que trouxe da feira de Caruaru em Pernambuco, onde estive na primeira semana de dezembro. Mesmo assim, fiz questão de manter o traço pantaneiro que tanto merece ser observado num momento como este. Servi arroz com pequi, chipa e vários outros preparos e ingredientes encontrados no Mercadão Municipal, o que privilegia nosso agricultor." Dentro desta premissa de servir produtos locais o Chef convidou Paula Pagnonceli, proprietária do meu Zen, saboroso produto extraído de abelhas especialmente cultivadas no Pantanal. Paula trouxe, além de vários tipos de mel, deliciosos bolos e tortas de produção 100% artesanal.

FUTURAS EDIÇÕES
Neste segundo evento, cerca de cento e vinte pessoas vivenciaram momento artístico exclusivo para a capital sul-matogrossense. A produção do Encontro quer justamente preparar novas edições, possivelmente já para o segundo semestre de 2012. Para tanto, procura aumentar o número de apoiadores interessados, seja com o apoio de empresas particulares ou com o incentivo de órgãos públicos ligados a Cultura, Patrimônio imaterial e Educação. "Nossa vontade é continuar a fazer Arte na Figueira por muito tempo, para dividir conhecimento entre os artistas locais. Todos que aqui estiveram, passaram por um dia enriquecedor, movidos pela dança, música, gastronomia, artes plásticas e a beleza da natureza do Cerrado" conclui Maria Machado.

Fonte: Bonito Brazil

  
  

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