Processo de criação de Belo Horizonte é tema de exposição do Museu Abílio Barreto

A mostra narra o processo de criação da cidade, que nasceu para ser capital de Minas, destacando suas contradições e múltiplas interpretações

  
  

O Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB) inaugurou, em seu casarão, a exposição Paisagem em Mutação: a invenção de Belo Horizonte. A mostra narra o processo de criação da cidade, que nasceu para ser capital de Minas, destacando suas contradições e múltiplas interpretações. Revela aos visitantes esse rico e paradoxal momento fundador da capital, que tem como alicerce simbólico as sucessivas alterações de nomes, processo em que a capital transforma sua paisagem e é por ela transformada. A promoção é da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura e do Museu, que fica na Avenida Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim.

Arraial do Curral Del Rei, Arraial do Belo Horizonte, Cidade de Minas, Belo Horizonte. Diversos foram os nomes de nossa cidade e muitas foram as paisagens que tentaram defini-la, ora pelas curvas das montanhas, ora pelo esquadro no papel, ora pela profusão das formas contemporâneas. A nova capital de Minas Gerais foi inaugurada em 12 de dezembro de 1897, dentro do prazo previsto, mas ainda incompleta e pouco habitada. Apesar de nascer batizada com o nome de Cidade de Minas, em 1901, diante do flagrante desuso de seu nome oficial, voltou a chamar-se Belo Horizonte, alcunha poética herdada de seus tempos de arraial e já agregada à nova identidade local.

Ao percorrer os cômodos do Casarão, em meio a textos narrativos, objetos de uso doméstico, mobiliário, quadros, documentos textuais, livros, mapas e fotografias, o visitante poderá acompanhar essa história, uma tentativa de se inventar uma cidade que, apesar de nascente, estava repleta de antigas recordações.

A abertura de Paisagem em Mutação integrou a agenda da 8ª edição da Semana Nacional de Museus, cujo tema foi "Museus para a Harmonia Social".

A exposição tem entrada gratuita e permanecerá aberta à visitação durante o período de aproximadamente três anos, podendo ser vista de terça-feira a domingo, das 10h às 17h, e às quintas-feiras, das 10h às 21h.

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte

  
  

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