São Carlos (SP) vai ampliar tombamento de prédios históricos

Município preserva importantes prédios do período áureo da produção cafeeira

  
  

Os prédios do período áureo da economia cafeeira no interior do Estado estão entre alguns dos imóveis que poderão ser tombados como patrimônio histórico pelo município de São Carlos (a 230 km de São Paulo).

O Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Artístico e Ambiental de São Carlos (Condephasc) já avalia o tombamento de 15 imóveis na cidade.

“Alguns desses prédios já foram tombados pelo Estado ou pela União”, explica Ana Lúcia Cerávolo, presidente da Fundação Pró-Memória de São Carlos. O tombamento local permite o repasse de recursos do município para eventuais obras de recuperação dessas construções.

A cidade de São Carlos tem cinco imóveis tombados por outros entes da federação. São dois na área urbana e três na área rural. A Fazenda do Pinhal – um dos principais edifícios representativos da economia cafeeira de São Paulo – foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), órgão ligado ao governo do Estado de São Paulo.

A Escola Álvaro Guião e o Palacete Conde do Pinhal, na região central, e as fazendas Santa Eudóxia e Santa Maria do Monjolinho também são prédios tombados pelo Condephaat. Além desses exemplos, o Conselho estuda ainda o pedido de tombamento de mais três imóveis feitos pelos próprios proprietários.

O município tem ainda uma política para a preservação do patrimônio imóvel da cidade. Os proprietários dessas edificações podem, por exemplo, solicitar isenção total do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para reformas e restaurações. Na cidade, são 167 imóveis, avaliados pelo Conselho, que podem solicitar o benefício.

Fonte:Edmir Nogueira

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