São Paulo cria Biblioteca da Corrupção

O Núcleo de Pesquisa em Políticas Públicas da USP lançou uma biblioteca internacional digital especializada em corrupção, a Corrupteca. Inicialmente, ela conta com cerca de 100 mil volumes digitais

  
  
Há planos para ampliação da ferramenta, conforme o crescimento do acervo, e de uma futura integração da Corrupteca com bases jurídicas de processos

O Núcleo de Pesquisa em Políticas Públicas (NUPPs) da universidade de São Paulo (USP) lançou, em parceria com o jornal O Estado de S.Paulo, uma biblioteca internacional digital especializada em corrupção, a Corrupteca. Inicialmente, ela conta com cerca de 100 mil volumes digitais de textos completos.

O acervo reúne produção específica em corrupção extraída de 48.567 periódicos científicos, disponíveis em 1.643 universidades e centros de pesquisa de 63 países, que fazem parte do consórcio Open Archives Initiative (OAI).

Além disso, tem o Acervo de Notícias, que dispõe tudo que foi publicado em O Estado de S.Paulo relacionado à corrupção desde 1875. A consulta é aberta ao público. “A ideia é construir uma plataforma que indique não apenas os fatos e fenômenos da corrupção, mas que traga análises que permitam indicar as consequências dela. É uma ferramenta analítica capaz de municiar os estudantes e pesquisadores do tema com material empírico”, explica o cientista político José Álvaro Moisés, coordenador do projeto temático Brasil, 25 Anos de Democracia, financiado pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O desenvolvimento tecnológico do projeto foi feito pelo esquisador Giovanni Eldasi, especialista em tecnologia e educação e um dos criadores do OAI, protocolo capaz de concentrar os conteúdos oferecidos pelas bibliotecas digitais. A principal inovação da Corrupteca, segundo Eldasi, está na incorporação da Web semântica ou Web 3.0, que criou uma ontologia da corrupção, na qual conceitos semânticos como “caixa 2” são utilizados para filtrar os artigos e identificá-los não apenas pelo termo, mas também pelo contexto. Outro destaque é a linha do tempo dos casos de corrupção, na qual são dispostos, lado a lado na tela, artigos científicos e notícias.

Há planos para ampliação da ferramenta, conforme o crescimento do acervo, e de uma futura integração da Corrupteca com bases jurídicas de processos. A expectativa dos criadores é que a reunião de todo esse material científico e jornalístico ajude a melhorar a qualidade da pesquisa, atrair interesse dos alunos e até mesmo de pesquisadores de outras universidades, ampliando a rede de conhecimento. O endereço da Corrupteca é http://nupps.usp.br/corruptec.

Fonte: Governo de São Paulo

  
  

Publicado por em