Uma parte da cultura e história portuguesas no Rio

O Gabinete surgiu com o intuito de oferecer aos patrícios residentes no Rio de Janeiro acesso às publicações de seu país. Entre os cerca de 400 mil títulos de Literatura Portuguesa, há preciosidades como a primeira edição de “Os Lusíadas”

  
  
Real Gabinete Português de Leitura

Próximo à Praça Tiradentes, do alto de seus imponentes 174 anos, o Real Gabinete Português de Leitura reserva a seus visitantes uma bela viagem por esta preciosidade arquitetônica e cultural, permitindo conhecer a história da cidade maravilhosa não apenas por suas riquezas naturais.

Fundado em 14 de maio de 1837, o Gabinete surgiu com o intuito de oferecer aos patrícios residentes no Rio de Janeiro acesso às publicações de seu país. Entre os cerca de 400 mil títulos de Literatura Portuguesa, há preciosidades como a primeira edição de “Os Lusíadas”, de 1572, que pertenceu à Companhia de Jesus; e os manuscritos originais de “Amor e Perdição”, de Camilo Castelo Branco e de “O dicionário da Língua Tupy”, de Gonçalves Dias.

Além de oferecer vasto acervo bibliográfico, o Real Gabinete atua como curador das relações culturais e sociais luso-brasileiras, através de atividades realizadas em seu Centro Cultural, com concertos de música clássica e erudita; cursos, congressos e conferências em seu Centro de Estudos; do Polo de Pesquisa sobre as Relações Luso-Brasileiras (PPRLB), que realiza estudos sobre as relações entre os dois países; e do Acervo Artístico, composto por obras raras, cartas, manuscritos e coleção numismática e de pinturas. O passeio pela construção em estilo neomanuelino, comum em Portugal nos séculos XV e XVI, revela deliciosas surpresas, com suas obras de arte, moedas e medalhas expostas e também pelos ricos detalhes de seu mobiliário.

O Real Gabinete Português de Leitura recebe exemplares das obras publicadas em Portugal, formando a maior biblioteca com obras de autores portugueses fora do país. Recentemente, a instituição digitalizou e disponibilizou em seu site todo o arquivo de manuscritos. Algumas obras raras podem ser consultados por investigadores e especialistas com autorização especial. As consultas são franqueadas aos leitores no salão da biblioteca, com o auxílio de bibliotecárias. Não é permitido tocar nos livros, mas um passeio entre as elegantes estantes já é um deleite para os olhos.

Fonte: Rio Guia Oficial

  
  

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