A Travessia do Drake, de Beto Pandiani

Uma das grandes façanhas realizadas em 2003, foi a Travessia do Drake, realizada por Roberto Pandiani, de janeiro a março. O catamarã utilizado está em exposição na Adventure Sports Fair. Também estão expostas várias fotografias sobre a viagem. Elas e

  
  

Uma das grandes façanhas realizadas em 2003, foi a Travessia do Drake, realizada por Roberto Pandiani, de janeiro a março. O catamarã utilizado está em exposição na Adventure Sports Fair.

Também estão expostas várias fotografias sobre a viagem. Elas estão ao lado do catamarã e contam um pouco da história.

O próprio Roberto Pandiani está sempre ao redor para conversar com o público. Quem vier ao Parque Ibirapuera, poderá conversar diretamente com ele sobre a aventura no mar antártico.

A proeza da expedição, foi realizar uma travessia da América do Sul até a Antártica, com um barco desprovido de cabine.

A Passagem do Drake, é rota obrigatória para quem pretende visitar o continente gelado. E este mar é tradicionalmente difícil.

As frentes frias que chegam na América do Sul, nascem na Antártica. A região drakeana é muito inconstante e os ventos e ondas originam-se de várias direções.

Uma onda, que sai por exemplo da Polinésia, não encontra obstáculo ou algo para reduzir o tamanho dela até ela chegar por ali. Ao chegar no Drake, a onda é muito grande. As condições físicas ficam muito traiçoeiras.

`O mérito do projeto foi encontrar uma brecha na muralha. A primeira pergunta foi: será que não existe, ao menos uma semana, que esse lugar dê uma trégua?` relata Pandiani.

Na França, ele pesquisou num centro meteorológico, se existia um momento do ano que o Drake oferecesse alguma oportunidade para realizar a travessia. Um especialista francês, disse que existia possibilidade de ocorrer uma `janela` nos meses de janeiro, fevereiro e março.

Com esta informação, preciosa, as características do barco foram sendo planejadas. O barco precisava ser resistente, mas ao mesmo tempo leve para conseguir bastante velocidade com pouco vento. Assim era o jeito de aproveitar a janela de calmaria no Drake.

Um dos mecanismos para conseguir a velocidade necessária, foi o de que quanto maior a vela, maior será a velocidade. Isto acontece porque maior será a área de vela em contato com o vento.

O esquema de navegação era de rodízio entre Pandiani e Duncan (outro velejador tão bom quanto ele). Eles revezavam de tempos em tempos o controle de bordo.

A alimentação foi realizada no próprio catamarã. Baseada em frutas secas, cereais, leite, chocolate, castanhas, bolo inglês, presunto, queijo, comidas auto-esquentáveis. Beto diz que comeu tudo que está acostumado a comer na própria casa. `Passei no supermercado, fiz uma boa compra, e fui viajar`, ele simplificou.

A primeira viagem de Pandiani foi a trajetória de Miami à Ilhabela, conhecida como A Viagem Entre 2 Trópicos. Ela foi realizada com 2 catamarãs.

A segunda foi a Viagem Austral, sempre a bordo de catamarãs, que é a paixão e a marca das aventuras de Beto Pandiani.

Veleiro é todo barco que funciona a base de vela. Existem os monocascos (os tradicionais), os bicascos (catamarã) ou ainda os trimarã. Os monocascos são mais lentos do que os outros dois.

Normalmente quem veleja no catamarã gosta de velocidade, ele é um veleiro com muito mais adrenalina.

Mais informações:
www.travessiadodrake.com.br

  
  

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