Cerca de 250 alunos do Curso de Comissário de Vôo superam os desafios da selva

Aprenderam como conseguir água e a purificá-la, identificar animais peçonhentos, preparar armadilhas e socorrer sobreviventes

  
  
Instruções sobre quando e como utilizar o bote salva-vidas e a escorregadeira precederam o treinamento de combate ao fogo, o mais emocionante segundo os futuros comissários / Divulgação

Quem poderia imaginar que no interior de São Paulo

encontraria, e aprenderia a superar, os perigos e desafios da selva? Foi exatamente isso que fizeram os 255 alunos do curso de Comissário de Vôo do CEAB- Centro Educacional de Aviação do Brasil – no centro de treinamento da empresa, em Juquitiba, a 70 km de São Paulo, no último sábado (3/12).

Às 7h30, quando chegaram ao local, os aspirantes a comissários ganharam números, que seriam sua identificação até o final do dia, entregaram celulares e relógios aos seus monitores e se despediram também de toda a comida, que só voltariam a ver, e a degustar, às 22h, quando o treinamento chegasse ao fim.

A partir daí, entraram na mata fechada guiados por Salmeron Cardoso, diretor do CEAB. Lá, aprenderam como conseguir água e a purificá-la, identificar animais peçonhentos, preparar armadilhas para conseguir comida, socorrer sobreviventes de acidentes aéreos feridos, obter fogo, construir abrigo, entre outras lições vitais para situações de perigo real.

Ao final da primeira etapa, puderam provar uma canja feita com as duas galinhas que integrantes da tropa carregaram vivas até o ponto mais alto da mata. A refeição serviu de incentivo para os próximos desafios.

Instruções sobre quando e como utilizar o bote salva-vidas e a escorregadeira precederam o treinamento de combate ao fogo, o mais emocionante segundo os futuros comissários. As labaredas alcançaram três metros de altura. Em grupos, os alunos avançavam contra o fogo e o venciam com segurança.

Depois disso, de mãos dadas, passavam pela “Casa de Fumaça”, que simulava um avião em chamas. Quem soltasse a mão do colega, refazia o exercício.

Para finalizar o dia, a tropa teve de trocar de roupa.A instrução de marinharia os prepararia para sobreviver também na água. Nesta etapa, os instrutores deram orientações sobre o uso dos coletes salva-vidas.

Acionando um sinalizador noturno, com fumaça avermelhada, os 255 comemoraram, já exaustos, o sucesso da missão. A partir de agora, apenas a prova da ANAC – Agência Nacional de Aviação Civil – os separa do emprego esperado, que puderam ver, exige perícia e muita responsabilidade.

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Fonte: Carol Soares

  
  

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