Certificação de empresas estimula mercado de aventura

O Brasil é pioneiro na certificação e normalização de empresas que trabalham com turismo de aventura

  
  

Rapel, rafting, escalada, asa delta, arvorismo. O Brasil é pioneiro na normalização de atividades e serviços ligados ao turismo, fruto do trabalho da sociedade brasileira com apoio técnico da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT desde 2002 e, agora na certificação de empresas que trabalham com turismo de aventura, resultado do trabalho realizado pelo Ministério do Turismo, pelo Sebrae e pela Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta). A certificação tem respaldo do Inmetro, que é uma autarquia do governo federal. O objetivo é aumentar a credibilidade das empresas, melhorar a competitividade daquelas que seguem as normas e garantir a segurança e qualidade para o do consumidor.

A prova do pioneirismo brasileiro no assunto é que as normas do país servirão de base para criação de normas internacionais no âmbito do ISO/TC-228 – Comitê Técnico para o turismo da ISO (International Organization for Standardization). A principal vantagem da certificação é trazer visibilidade para áreas de grande potencial, caso do estado do Rio de Janeiro.

O interior do estado não fica atrás: regiões como a Serra dos Órgãos, o Dedo de Deus e o Pico das Agulhas Negras são destinos bastante procurados. "O Rio tem o diferencial de já contar com infraestrutura. Em poucos lugares do mundo é possível fazer esse tipo de turismo em locais que tenham, por exemplo, restaurantes ou hotéis próximos", observa o coordenador da Abeta no estado do Rio de Janeiro, Raphael Raine.

O programa Aventura Segura, do Ministério do Turismo, baseado nas normas estabelecidas foi um grande impulso para as empresas conquistarem a certificação. "As normas são sinônimo de credibilidade", defende Raine, lembrando a importância disso para evitar acidentes.

"Sem elas é impossível separar o joio do trigo, o que pode prejudicar a competitividade das empresas que agem corretamente", acrescenta. Como parte do programa, a primeira fase de certificação tem os custos cobertos pelo SEBRAE.

Para ser aprovado na certificação, o empresário é obrigado a se capacitar e profissionalizar seu negócio. As exigências vão desde formalização da empresa à vistoria periódica de equipamentos, o que melhora a qualidade geral do serviço. Lembrando que o Brasil conta, atualmente, com duas empresas que já conquistaram seu selo Inmetro

O Sebrae defende a mesma bandeira e se encarrega de profissionalizar estimulando que as empresas respeitem as normas técnicas e o meio ambiente, fomentando a certificação. "O maior desafio ainda é a informalidade", lamenta a coordenadora de projetos do Sebrae/RJ, Vanessa Cohen.

"Nosso objetivo é mostrar aos empresários os benefícios da profissionalização, melhorando o serviço e promovendo a sustentabilidade como forma de aproveitar o potencial do Rio de Janeiro".

Ela destaca que a adesão dos empresários nas reuniões promovidas pelo Sebrae tem sido expressiva e espontânea. "Muitos nos procuram para saber detalhes", conta. Para o ano que vem, o Sebrae elabora em parceria com ACRJ para um projeto para preparar as empresas que querem se certificar.

"Vamos mostrar às empresas que respeitar as normas é um diferencial na hora de conquistar clientes", defende a gerente do Redeturis na ACRJ, Marília Brito. Até agora, nenhuma empresa fluminense foi certificada, mas as 18 que aderiram ao Programa Aventura Segura na capital, em Teresópolis e em Petrópolis já estão se preparando para isso.

Fonte: ABETA

  
  

Publicado por em