Equipe tricampeã brasileira é uma das favoritas ao título do 16º Rally dos Sertões

O rali largará de Goiânia, GO, e em dez dias de prova passará pelos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, até chegar ao destino, a bela Natal, RN.

  
  
Rally dos Sertões

Apenas uma semana antecede o 16º Rally Internacional dos Sertões, que acontece de 17 a 28 de junho. Na oficina da equipe Salvini Racing, os mecânicos fazem os últimos testes no caminhão Mercedes-Benz Atego 1725, que passou por uma completa inspeção na fábrica da montadora, em Campinas, SP.

Serão 4.735 quilômetros de disputa, deste número, 60% são de especiais, que desafiarão toda a perícia dos competidores, com obstáculos off-road que judiarão e levarão as duplas e equipamentos ao limite da resistência.

O rali largará de Goiânia, GO, e em dez dias de prova passará pelos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí, Ceará, até chegar ao destino, a bela Natal, RN.

Até o último momento, os participantes do Rally dos Sertões verificam cada detalhe dos veículos. Todos os componentes são revisados com extremo afinco para que na hora da largada, nenhum contratempo mecânico aconteça.

“Diante de tudo o que pesquisamos e ouvimos falar sobre a corrida, essa será uma das edições mais difíceis do Sertões. Mas confiamos no nosso caminhão, pois o Atego é muito robusto, possui uma valentia incontestável, encarando qualquer tipo de terreno sem apresentar qualquer desgaste.

Além disso, tem um motor possante, que mesmo com o peso de 6.800 quilos, alcança fácil a velocidade de 155 km/h”, contou o piloto Guido Salvini, que compete ao lado do navegador Weidner Moreira e do co-piloto Fernando Chwaigert. Para se ter uma idéia, cada pneu pesa 80 quilos, e tem aro 22.

O chefe da equipe, Carlos Salvini, piloto com mais de 44 anos de experiência em automobilismo, diz que é preciso treinar bastante para guiar um caminhão desses em alta velocidade.

“Acelerar e controlar um veículo deste porte é preciso mais que talento e coragem. É necessário ter faro e rapidez de reflexo, pois não há tempo para pensar. O motor é muito potente, é como domar um touro”, explicou Carlos.

Mas esse time entende do assunto, afinal, a Salvini Racing é atual tricampeã brasileira entre os caminhões. No Sertões, é bicampeã na categoria T4.2, destinada a caminhões pesados – e possui título na geral de 2003. Com sete participações no maior rali da América Latina, Guido sabe o que fazer para conquistar o “tri” na categoria e o “bi” na geral.

“Teremos muita cautela, serão dez dias de competição e a corrida não se ganha em um dia, mas pode-se perdê-la num minuto. Dentro das trilhas, nossos maiores adversários somos nós mesmos, pois é muito difícil controlar a ansiedade e o ímpeto. Mas estamos psicologicamente preparados para encarar qualquer situação”, concluiu Guido.

Do lado de fora, Carlos que é pai de Guido, faz uma ponderação. “Quando eu pilotava no Sertões eu tinha medo de um acidente, e principalmente, de machucar meus parceiros. Hoje, que vou no apoio como chefe da equipe, preocupo-me em não saber o que está acontecendo durante a corrida. É muito desgastante, bem mais do que participar”, desabafou Carlos, que além de “pai coruja”, tem o rali cross-country correndo nas veias e é um dos maiores incentivadores de Guido.

Fonte: Assessoria de Imprensa Salvini Racing

  
  

Publicado por em