Espeleoturismo: uma viagem ao centro da Terra

Uma janela para um mundo totalmente novo e desconhecido. Os mistérios que a Terra reserva debaixo de sua pele podem surpreender a qualquer um e, depois de alguns minutos de caminhada entre intrigantes formações rochosas, a agradável recompensa

  
  
A palavra espeleoturismo deriva da ciência que estuda as cavidades naturais da Terra, a espeleologia

Uma janela para um mundo totalmente novo e desconhecido. Os mistérios que a Terra reserva debaixo de sua pele podem surpreender a qualquer um e, depois de alguns minutos de caminhada entre intrigantes formações rochosas, a agradável recompensa de cachoeiras subterrâneas límpidas e revigorantes, lagos e esculturas naturais. São essas e outras experiências que fizeram surgir o espeleoturismo, uma atividade de aventura que desvenda os segredos do interior do planeta.

A atividade pode ser desfrutada em diferentes níveis de dificuldade e obstáculos de acordo com a experiência do praticante. Os iniciantes podem conhecer algumas grutas adaptadas que contam com iluminação artificial, degraus e corrimões. A Caverna de Santana (Vale do Ribeira, SP) é uma opção de local totalmente preparado para receber os turistas que desejam aproveitar este momento único sem muito esforço.

Em outros casos, para aqueles que desejam curtir ao máximo este momento na natureza em ambientes pouco modificados pela ação do homem, a atividade pode ser praticada em grutas com diversos obstáculos e nenhuma ou muito poucas adaptações. Alguns exemplos de cavernas assim podem ser encontrados na Chapada Diamantina (BA) e também no Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira, no Vale do Ribeira (SP). Aqui, o destaque é aproveitar o silêncio para apreciar as formações de estalagmites e estalactites e aprender sobre a historia de formação das mesmas com os guias.

Já os mais experientes coordenam técnicas de rapel para enfrentar cavernas íngremes na modalidade vertical. Mais praticado em abismos, os visitantes usam cordas e equipamentos específicos para segurança. No Mato Grosso do Sul, um bom exemplo é o Abismo Anhumas, em Bonito.

A palavra espeleoturismo deriva da ciência que estuda as cavidades naturais da Terra, a espeleologia. Entrar em cavernas sempre fez parte do imaginário humano, mas as primeiras pesquisas científicas na área começaram na França com Édouard-Alfred Martel, considerado o pai da espeleologia moderna. No Brasil, há registros de pesquisas desde meados do século XIX no interior de Minas Gerais.

Fonte: AD Comunicação & Marketing

  
  

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Edvard Pereira

Edvard Pereira

02/02/2013 17:08:15
Embora seja admirador desse tipo de atividade, seja para fins turísticos ou de pesquisa, penso que ela requer muitos cuidados. É que, nesses ambientes, geralmente insalubres, são facilmente encontrados fungos, insetos, animais, e, às vezes, gases desconhecidos (tóxicos), além de bactérias, que podem causar doenças que se desenvolverão a curto, médio ou longo prazo e que podem até levar à morte! Seria bom que as pessoas que costumam frequentar esses locais com certa frequência (guias turísticos e pesquisadores, principalmente) fizessem exames médicos pelo menos uma vez ao ano e que usassem equipamentos de segurança, como máscaras. E que as autoridades de segurança e de saúde alertem o público sobre os riscos que correm, principalmente no período das chuvas quando ocorrem desabamentos e enchentes. É comum se ver crianças adentrando esses ambientes com o consentimento dos pais. Acho que se tomadas essas e outras medidas, como melhoria nos acessos e sinalização, essa atividade poderá se expandir ainda já que o nosso país possui grande quantidade de cavernas e grutas, cada uma mais bela que a outra!