Turismo e sustentabilidade em harmonia

Sustentabilidade vem sendo uma das premissas do século XXI e no setor de turismo o posicionamento não muda. O tema ganha ainda mais destaque no trabalho de Ariane Janér, uma das maiores especialistas em Ecoturismo hoje no Brasil. Hola

  
  

Sustentabilidade vem sendo uma das premissas do século XXI e no setor de turismo o posicionamento não muda. O tema ganha ainda mais destaque no trabalho de Ariane Janér, uma das maiores especialistas em Ecoturismo hoje no Brasil. Holandesa e vivendo no País desde 1988, Janér é bióloga (MSc. Leiden) com pós-graduação em administração de empresas (MBA Delft). Trabalha como consultora na área de desenvolvimento sustentável (marketing, finanças e planos de negócios) desde 1996. De 2003 a 2006 foi responsável pelas atividades de marketing (pesquisa de mercado, desenvolvimento de material promocional, participação em feiras e eventos internacionais e organização de famtours) no Programa de Certificação em Turismo Sustentável (PCTS) coordenado pelo Instituto de Hospitalidade (IH). Ariane também é uma dos fundadores da ONG EcoBrasil e autora e instrutora para o Programa Melhores Práticas para Ecoturismo (MPE Funbio - temas “Marketing do Produto do Ecoturismo”, “Estudos de Mercado” e “Planos de Negócios”) e para o Programa Ecoturismo em Base Comunitária do WWF-Brasil. Foi conteúdista-âncora para o curso online “Como Promover Turismo Sustentável no Mercado Internacional”. Também é co-autora do livro International Ecolodge Guidelines publicada por The International Ecotourism Society.

Em entrevista ao ABETA Informa - informativo da Associação Brasileira das Empresas de Turismo de Aventura -, a especialista destaca o setor como uma grande indústria e a necessidade de preservação cultural e ambiental, sem deixar de lado a qualidade dos serviços e o potencial econômico da oferta turística.

Como avalia o processo de Normalização e a certificação em Turismo de Aventura que vem mobilizando profissionais hoje no Brasil"

Trata-se de um processo natural rumo à profissionalização. O mercado ainda está incipiente para todo esse processo, mas no marketing ganha-se antecipando tendências. Nos mercados internacionais foi exatamente o que aconteceu, e no Brasil não será diferente. Muitos países têm problemas de ordem social e econômica e o Brasil não fica atrás. Contudo, as vantagens competitivas são evidentes como a diversidade cultural e natural. E as desvantagens são grandes também, como a distância de grandes mercados e a falta de profissionalização. Contudo, projetos como o PCTS e o Programa Aventura Segura têm mobilizado o mercado, e as respostas são muito positivas.

Quais as principais dificuldades para o processo de certificação em Turismo no Brasil"

No país, quando falamos de certificação em Turismo o discurso é voltado para pequenos e médios empresários e está aí a principal barreira. Assim, os empresários além de administrar seus negócios precisam aprender e buscar alternativas para se destacar no mercado. O foco às vezes não é tanto a certificação em si, mas como preparar esse profissional para alcançar a certificação. Dessa forma, a qualificação gera resultados positivos para a empresa, para o turista e para a região. Melhorar o atendimento e o produto são caminhos que sempre apontamos para esses empresários. Definir os públicos potenciais é o primeiro passo para traçar diretrizes mercadológicas condizentes, por exemplo, investir na certificação e apostar em uma campanha de divulgação ou novos roteiros.

Quais as principais dificuldades para a promoção do destino Brasil no mercado internacional de Turismo de Aventura"

Muitos operadores visam alcançar visibilidade internacional, mas às vezes esbarram em problemas simples que poderiam ser corrigidos. As ações de marketing precisam ser inteligentes e bem focadas, com ações amplas e múltiplas. O site de uma operadora, por exemplo, precisa ser mais que uma ferramenta de apresentação institucional, deve conter informações que qualquer turista que visita um local diferente pela primeira vez gostaria de saber. Dessa forma, a diversidade cultural e natural também deve estar bem representada nos serviços e informações.

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Fonte: Informativo ABETA No. 11

  
  

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