Descubra os encantos e belezas do Vietnã passeando de bicicleta

Terra de intermináveis campos de arroz, com uma cativante linha costeira ao sul da China, o Vietnã oferece a maior e melhor variedade de opções para quem gosta de ciclismo e pretende visitar o suduste asiático

  
  
Para onde quer que pedale, será saudado por sorridentes rostos vietnamitas e mãos que acenam efusivamente

Terra de intermináveis campos de arroz, com uma cativante linha costeira ao sul da China, o Vietnã oferece a maior e melhor variedade de opções para quem gosta de ciclismo e pretende visitar o suduste asiático. Se a este dado acrescentarmos a sua fascinante história – sob a liderança do herói nacional Ho Chi Minh, carinhosamente conhecido pelos vietnamitas por Tio Ho – a estrada de Hanói à Saigão promete ser uma experiência inesquecível.

Para onde quer que pedale, será saudado por sorridentes rostos vietnamitas e mãos que acenam efusivamente. Nada parece dar mais prazer aos ciclistas locais do que pedalar a seu lado e nada é mais memorável do que os ver a alegria deles, sob os seus chapéus cônicos de palha. Isto é ciclismo, na sua expressão mais sublime.

Pedalar de Hanói, a moderna capital, até Saigão levaria várias semanas, mesmo para um ciclista experiente. A opção mais interessante é viajar com um guia que o apoia num ônibus, o que lhe permite pedalar nas partes mais interessantes e descansar o resto do período. Um dos mais populares pontos de partida é a antiga cidade imperial de Hué.

Capital do país na Dinastia Nguyen (1802 -1945), Hué mantém muitos dos seus antigos palácios

Capital do país na Dinastia Nguyen (1802 -1945), Hué mantém muitos dos seus antigos palácios. Evitar o enxame de motos e bicicletas que percorrem as ruas e circulam à sua volta, nos semáforos, pode ser inicialmente irritante, mas com o tempo irá se habituar e poderá relaxar e aproveitar com um espetáculo humano nunca antes visto. A sua primeira parada será no túmulo do imperador Tu Duc (1847 – 1883), fica a meia hora dos limites da cidade, num bosque tranquilo na margem de um lago coberto de flores-de-lótus.

A estrada nacional 1 leva-o para sul de Hué. É ladeada de campos de arroz em intermináveis tons de verde, onde os trabalhadores se inclinam graciosamente para enterrar vigorosamente as plantas do arroz na terra alagada. A próxima paragem é o antigo porto de Hoi Na, onde séculos de comércio deixaram uma mistura de culturas e influências diferentes. Lá você irá encontrar uma miscigenação total, desde japoneses e chineses até à franceses e holandeses. Um passeio ao longo da rua de Tran Phu irá levá-lo por conjuntos de casas chinesas com as suas entradas coloridas e pequenas lojas com telhados cobertos de musgo, onde pode comprar artesanatos de madeira, lanternas de papel e seda.

Não é possível visitar o Vietnã sem estar ciente do impacto da guerra de 1965 a 1975 (“A Guerra Americana”, como é conhecida pelos vietnamitas). Um desvio de 24 km no percurso, para sul, em direção a Quang Ngai leva-o até à aldeia de Son My – cenário do massacre mais sangrento, conhecido como o massacre de My Lai, em que os soldados americanos mataram 504 aldeões. O seu memorial exibe fotografias impressionantes, tiradas no dia do ataque.

De Quang Ngai, o melhor caminho é para cima e a estrada nacional 19 lança um duro desafio aos ciclistas, pois é uma subida íngreme, por cima de An Khe Pass até à montanha de Truong Son, e depois às terras altas no centro de Play Ku e Buon Ma Thuot. No planalto, a paisagem é variada, desde campos de arroz e plantações de café e chá. Há até pequenas hortas familiares, onde crescem vegetais e flores. Aqui, a vida é mais simples e a estrada ondulante oferece-lhe um descanso relativo.

O Vietnã oferece a maior e melhor variedade de opções para quem gosta de ciclismo

A seguir, vem um percurso de cortar a respiração, ao longo da estrada sinuosa que desce até Nha Trang na costa. É o centro urbano mais descontraído do Vietname, com uma avenida e uma praia que não estariam deslocadas nos Estados Unidos. Tem diversos templos impressionantes, que remontam à época da civilização champa que floresceu do ano 200 a 1720. Antes de ir para Saigão, uma última subida às terras altas leva-o à antiga estação francesa, nas colinas de Dalat. Fica desde já avisado: a estrada para lá é extremamente íngreme e longa, por isso o ônibus de apoio é a melhor opção, depois de ter pedalado cerca de 100 km desde Nha Trang até ao desvio para Dalat, em Phan Rang.

A jóia que marca o fim do percurso é Saigão, uma das mais dinâmicas cidades do sudoeste asiático. Rebaptizada de Cidade de Ho Chi Minh em 1975, é caótica, ativa, culta e com estilo – o lugar perfeito para encontrar um bar e celebrar as suas proezas bicicletarianas.

Fonte: Destinos de Viagem

  
  

Publicado por em

Lidiane Spinola

Lidiane Spinola

20/09/2012 23:08:06
O Vietnã ainda é um destino pouco trabalhado, porque as pessoas ainda associam a questões relacionadas a guerra e pobreza. Não imaginam a riqueza cultural que este lugar reserva! Sensacional!