Florença proibirá novos restaurantes visando proteger Centro Histórico

Berço do Renascimento e lar de alguns dos museus mais celebrados do mundo, Florença tem menos de 400 mil habitantes, mas recebe cerca de 10 milhões de turistas por ano

  
  

Por Eduardo Andreassi

A Prefeitura de Florença, um dos destinos mais visitados da Itália, e o governo da Toscana chegaram a um acordo para proibir por três anos a abertura de novos negócios alimentares e restaurantes no centro histórico da cidade. Segundo um comunicado divulgado pelas duas administrações, o objetivo é "proteger" o coração de Florença contra atividades econômicas que possam "desvirtuar" sua identidade cultural.

Dados da Prefeitura mostram que o número de estabelecimentos do setor de alimentos cresceu 28,6% na cidade nos últimos cinco anos, cifra que sobe para 44% quando se considera apenas o centro histórico florentino. A proibição ainda não está em vigor, mas deve ser sancionada em breve. "Florença é uma cidade com alta densidade de bens culturais e com um fluxo turístico concentrado no centro histórico. O que queremos evitar é uma perda de sua tipicidade em favor da preponderância de turistas em relação aos moradores", diz uma nota do governador da Toscana, Enrico Rossi.

Palazzo Vecchio, um dos pontos turísticos mais importantes de Florença
Prato tradicional Toscano - Pici
  
  

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