Intercâmbio depois dos 30 é uma boa opção

A troca de informações com os outros alunos é considerada mais rica e produtiva.

  
  

A ideia de que o intercâmbio para estudar inglês é apenas para jovens estudantes está cada vez mais ultrapassada. Hoje, as pessoas com mais de 30 anos e já estabelecidas na carreira profissional estão buscando a experiência de viver em um país estrangeiro para dar um upgrade no currículo e conhecer novas culturas.

Além disso, o momento de instabilidade econômica do país serve como uma espécie de incentivo para que as pessoas pertencentes à essa geração, nascidas principalmente na década de 1980, optem pelo intercâmbio sem medo de ser feliz.

“Cada vez mais, pessoas acima de 30 anos estão procurando a experiência de viver em outro país para otimizar suas carreiras e conhecer novas culturas. O número de brasileiros que está indo para o exterior para firmar residência também cresce”, diz Cristiano Simões, sócio-diretor da S7 Study.

Uma das escolas mais conhecidas por oferecer cursos específicos para pessoas com 30 anos – ou mais – é a EC Londres. “A Inglaterra foi pioneira em desenvolver esse tipo de produto e é onde mais se encontra cursos com esse viés mais maduro”, conta Fernanda Lassala, gerente de produtos da S7.

Segundo ela, pacotes para pessoas de 30 anos ou mais representam hoje 26% do total de vendas de intercâmbio na Inglaterra da empresa – que tem sedes em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Um dos motivos do aumento da procura desse tipo de curso como o oferecido pela EC Londres, exclusivo para pessoas com mais de 30 anos, é que os estudantes mais velhos não querem mais dividir a sala de aula com pessoas muito jovens, em função da dispersão e da animação típica da idade, que fica muito mais animada com a viagem em si do que com as aulas.

“Em função disso, as escolas estrangeiras já começam a enxergar os cursos voltados exclusivamente para pessoas mais velhas com bons olhos”, diz Fernanda.

A escolha de um intercâmbio voltado apenas para uma faixa etária mais velha não é à toa. Muitos dos alunos também veem nesse tipo de intercâmbio a oportunidade de fazerem networking. A troca de informações com os outros alunos é considerada mais rica e produtiva.

Dicas para um intercâmbio perfeito:

- A escolha da cidade com características mais alinhadas com estilo de vida que o estudante busca para esse período é um dos passos mais importantes no processo de decisão. Procure agências que dominem os detalhes da vida local.

- O tempo de curso deve estar de acordo com a disponibilidade seus objetivos, mas não é aconselhável ficar um período inferior a quatro semanas;

- Não existe época imprópria para o intercâmbio, é importante lembrar apenas que em período de férias e alta temporada as passagens tendem a ser mais caras devido a grande procura;

- É aconselhável programar o intercâmbio com antecedência mínima de três meses, para retirada de visto, busca de documentos, etc.

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Fonte: Matheus Kern

  
  

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