Pesquisa considera Aruba a ilha mais feliz do mundo

Segundo estudo, desenvolvimento do turismo impulsiona a felicidade no destino caribenho

  
  

Pesquisa conduzida pela ATA (Autoridade de Turismo de Aruba) em parceria com a Rosen College of Hospitality Management da Universidade da Flórida Central sugere que Aruba é a ilha mais feliz do mundo. Os resultados confirmam que 78% da população arubana é feliz, enquanto 76% também expressa satisfação com a vida a longo prazo.

Quando comparada ao World Happiness Report (Relatório de Felicidade Mundial) de 2016, realizado pela Organização das Nações Unidas para medir o índice de felicidade de 157 grandes países, os resultados de Aruba foram melhores que o primeiro da lista, a Dinamarca.

“É importante observar que, enquanto outras ilhas caribenhas estão incluídas no Relatório de Felicidade Mundial, Aruba é a primeira e única a ter sua própria medição dos índices de felicidade”, explica Dr. Robertico Croes, da Universidade da Flórida Central.

“Ao longo de cinco anos, coletamos um total de 2.000 pesquisas, divididas em quatro núcleos principais de pessoas, e detectamos a estabilidade desejável nos níveis de felicidade no local”, completa Croes.

Aruba já conta com a marca de promoção turística “Ilha Feliz” há quase 40 anos, mas a felicidade é mais que um slogan, já que faz parte da essência da ilha, que se comprometeu a estudar este tema desde 2011.

“Como a segunda nação mais dependente do turismo no mundo, Aruba valoriza muito a felicidade dos locais, que representam o coração e a alma do destino e garantem a qualidade que define o turismo na ilha”, revela Ronella Tjin Asjoe-Croes, CEO da ATA.

“Avaliamos o nosso sucesso como destino turístico não só pelos benefícios tangíveis, mas também pelos intangíveis, como a felicidade local e satisfação com a vida, que impactam diretamente a experiência de nossos visitantes”, diz Tjin Asjoe-Croes.

Embora o estudo revele que o turismo em Aruba não é o principal motivo da felicidade, o sucesso do setor traz satisfação ao povo local, além de gerar recursos e benefícios que o governo e a ATA utilizam, perpetuando a felicidade local. As iniciativas de bem-estar e desenvolvimento inspiram atividades com a família e realização pessoal, indispensáveis para o povo arubano.

“Entre todos os projetos de pesquisas de destinos que nossa universidade vem conduzindo em todo o mundo, Aruba é um dos lugares mais atraentes para a realização dos estudos sobre qualidade de vida e felicidade”, afirma Dr. Manuel Rivera, também da Universidade da Flórida Central.

“Ao longo das análises, confirmamos que o povo local é, em geral, satisfeito com a qualidade de vida, bem como com a ligação imprescindível entre o destino e o turismo. Podemos dizer que a felicidade arubana pode ser vista como um ciclo de autorrealização em que o desenvolvimento do turismo impulsiona a felicidade dos moradores, o que resulta em turistas felizes”, esclarece Rivera.

Única ilha caribenha a medir esse índice, Aruba também incentiva outros países a seguirem o exemplo. "É importante avaliar o sucesso de um país para além de indicadores econômicos e também fazer a felicidade e bem-estar parte integrante do nosso diálogo e intenções nacionais", comenta Otmar Oduber, Ministro do Turismo, Transporte, Setor Primário e Cultura de Aruba.

"Também gostaríamos que o Ranking Mundial prestigiasse em suas pesquisas o estado de desenvolvimento de pequenas ilhas, como nossa Ilha Feliz”, acrescenta Oduber.

A abordagem de Aruba para a felicidade já conta com o apoio da Organização Mundial de Turismo das Nações Unidas. "Analisamos os resultados deste estudo, que está de acordo com nossa metodologia, e acreditamos que ele merece atenção em nível mundial", disse o secretário-geral da OMT, Taleb Rifai. "Gostaríamos de ver este modelo aplicado em outras ilhas do Caribe e no mundo", finaliza Rifai.

Os resultados do estudo foram apresentados durante o Happiness 360, simpósio internacional realizado na ilha nos dias 13 e 14 de setembro, em parceria com a Organização Mundial de Turismo, que destacou tendências da indústria e as sinergias entre o turismo, a cultura e a felicidade.

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Fonte: Natasha Sá Osório

  
  

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