Principal zoológico da Suíça inaugura ala dedicada ao Pantanal brasileiro

A área possui 9.700m² de céu aberto, recriando o ambiente do Pantanal com rios e animais. No total, 100 animais vivem na ala. Para acessá-la, o turista, pode escolher uma das duas entradas que tem até carro da polícia ambiental e placa em português

  
  
A área possui 9.700 metros quadrados de céu aberto, recriando o ambiente natural do Pantanal com rios e animais

O Zoológico de Zurique, o maior da Suíça, inaugurou a sua mais nova ala e ela é dedicada exclusivamente ao Pantanal. A região é considerada a maior planície de inundação contínua do mundo e também abrigo de uma das mais ricas faunas do planeta.

A área possui 9.700 metros quadrados de céu aberto, recriando o ambiente natural do Pantanal com rios e animais, alguns até soltos. O espaço além de mostrar aos visitantes a região pantaneira, esclarece o problema do tráfico e das espécies em extinção.

Existem duas entradas do "Pantanal" que estão marcadas por grandes portais de madeira lascada, onde estão fixadas placas escritas em português para anunciar o início da Transpantaneira. Há também de um lado o carro estacionado da Polícia Militar Ambiental do estado do Mato Grosso, mostrando que os agentes da lei estão de vigília.

A nova ala foi inaugurada depois de 18 meses de trabalho intensivo de biólogos, paisagistas e botânicos.

Assim como o verdadeiro Pantanal - o ecossistema com 250 mil quilômetros de extensão, seis vezes maior do que a Suíça, distribuído entre o sul de Mato Grosso, o noroeste de Mato Grosso do Sul, o norte do Paraguai, e o leste da Bolívia - o espaço criado no Zoológico de Zurique lembra um alagado de vários pequenos rios, com três pequenas ilhas cobertas de vegetação interligadas entre si.

Não só a vegetação natural do pantanal, mas também animais nativos se encontram por lá. No total, 100 animais vivem na ala "Pantanal".

Cercadas por água, as três ilhas são lar de oito macacos-prego-do-peito-amarelo e 20 macacos-de-cheiro, duas espécies especialmente ameaçadas de extinção devido à caça e à destruição do seu espaço natural pelas atividades agrícolas.

Outra atração do espaço são as aves: flamingos, cisnes e aves também ameaçadas como araras-vermelhas, araras-azul-grande. A ideia é que elas possam se movimentar livremente pelo alagado como na natureza através das cordas de sisal penduradas entre as árvores e também seus galhos.

O clima europeu não é muito propício para os animais nativos. "Com exceção dos flamingos, que se adaptam bem ao frio, as araras são muito sensíveis às mudanças climáticas e, portanto, precisam ficar nos abrigos quando as temperaturas caem demais", conta Samuel Furrer, biólogo empregado no Zoológico de Zurique desde 1999.

O acesso a uma das ilhas é permitido aos visitantes com o acompanhamento de um guia. Para impedir o contato direto entre os animais e as pessoas, a alimentação é proibida.

Alguns animais típicos da região pantaneira não puderam habitar no espaço, por uma série de motivos: "Jacarés não são resistentes ao frio. O mesmo vale também para as onças-pintadas. As emas, por exemplo, são aves muito agressivas com os outros animais", comenta o biólogo.

A vivência é completada por outra atração da nova ala: uma réplica perfeita de uma habitação rústica de beira de rio. Nela, os visitantes do zoológico descobrem como os agentes de fiscalização do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos) vivem e trabalham.

A construção da ala Pantanal custou 9,7 milhões de francos, financiados completamente por doadores privados.

Fonte: Pantanal Ecoturismo

  
  

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