Ações em prol do turismo mantém País em 13º em ranking mundial

Estudo do World Travel & Tourism Council, baseado em dados coletados em 181 países, relativos a 2009, mantém Brasil em 13º lugar no mundo em economia do turismo

  
  

Projetos, programas e ações realizadas nos últimos anos em prol do desenvolvimento do turismo brasileiro pelo Ministério do Turismo (Mtur), Sebrae e entidades parceiras ajudaram o país a manter-se em 13º no ranking mundial em economia do turismo em 2009, segundo estudo do World Travel & Tourism Council (WTTC). Essa é a avaliação do coordenador nacional da carteira de turismo do Sebrae, Dival Schmidt.

“Ter um desempenho desses, em plena crise internacional, foi um resultado muito positivo. Já reflete os esforços, dos últimos anos, de várias iniciativas, projetos e programas do Ministério do Turismo, Sebrae e outras instituições parceiras”, disse o coordenador. Segundo o coordenador, a melhoria dos destinos turísticos nacionais busca agregar valor com produtos e serviços de outros setores, como gastronomia e artesanato, que corroboram para aumentar a competitividade do turismo brasileiro.

A melhoria das condições socioeconômicas, a expansão do mercado consumidor interno e a oferta de crédito, tanto aos turistas como para os segmentos de alimentação fora do lar, hospedagem, transporte, entre outros, também são fatores fundamentais para compreender a classificação do Brasil no ranking mundial em economia do turismo, observa o coordenador.

O estudo da WTTC¸ feito com base na coleta de dados em 181 países, foi divulgado durante a Feira de Turismo em Berlim (ITC), na primeira quinzena de março. A pesquisa também coloca o país em 1º lugar em economia do turismo na América Latina. O Brasil ainda ficou entre os 10 primeiros países em termos de PIB do turismo (10º lugar), geração de empregos diretos e indiretos do setor (7º lugar), na geração de empregos diretos no setor (5º lugar) e na rapidez de crescimento dos investimentos no setor (5º lugar).

A recuperação gradual do setor no mundo é prevista pelo estudo, que projeta crescimento de 0,5% no PIB de viagens e turismo depois da crise internacional, que retraiu 4,8% dos negócios da economia do turismo.

“Os dados da WTTC reforçam a imagem internacional que temos hoje. O mundo vê nosso país como um dos mais promissores, pelo bom desempenho da nossa economia, pelos investimentos que acontecem para a Copa e as Olimpíadas e pelo grande potencial de desenvolvimento que tem o turismo, tanto doméstico quanto internacional”, avaliou o ministro Luiz Barretto, do Turismo, que participou da ITC em Berlim.

Investimentos - Já para o diretor de assuntos internacionais da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), Leonel Rossi Jr, a boa classificação do Brasil no ranking mundial em economia do turismo é positiva, mas ainda falta muito para o setor realmente adquirir a importância econômica que pode ter.

“O turismo tem de crescer muito mais. Mas, para que isso aconteça, temos de cobrar mais da área governamental para, por exemplo, resolver a grande preocupação atual do setor: os aeroportos”, ressalta. Só no ano passado, o número de viagens domésticas no País aumentou em 20%, e leva-se muito tempo, entre quatro e cinco anos, para se construir um novo aeroporto, lamenta o diretor da ABAV. Ele prevê que, neste final de ano, haverá novos colapsos nos aeroportos brasileiros, como tem ocorrido nos últimos anos nas épocas de maior fluxo de passageiros.

“Ainda recebemos poucos turistas estrangeiros, e o número de brasileiros que vão fazer turismo no exterior é baixo. Faltam vôos para trazer mais turistas ao Brasil”, enfatiza. E as estradas brasileiras são muito precárias, com exceção das rodovias do estado paulista, segundo ele.

Ao contrário dos investimentos públicos no turismo, a infraestrutura turística privada vai muito bem, diz Leonel. “Cadeias e redes de hotéis internacionais e nacionais estão acompanhando o desenvolvimento do turismo e oferecem boas condições para receber turistas daqui e de outros países. O número de hotéis de lazer tem crescido. Em qualquer cidade, hoje em dia, se encontra bons hotéis, coisa que não havia, até poucos anos atrás”, justifica.

Se o governo investir de fato em infraestrutura, o Brasil alcançará, em pouco tempo, melhores colocações no ranking mundial da economia do turismo, diz Leonel. “Essa colocação no estudo da WTTC está muito aquém do que o País pode. Temos de cobrar mais da área governamental para que o turismo brasileiro realmente desenvolva seu potencial, enquanto importante destino turístico internacional”, conclui o diretor da Abav.

Serviço:
Ass.imprensa da Abav : (11) 3231.3077

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

  
  

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