Além dos 90 minutos

Seminário em Brasília aborda os bons ventos que a Copa 2014 vai trazer para pequenos empresários, mas especialista sul-africano faz um alerta: é preciso correr contra o tempo

  
  

Dival Schimidt, coordenador Nacional de Turismo do Sebrae Nacional, foi um dos palestrantes do primeiro dia do I Seminário Internacional Copa do Mundo 2014 – Brasília na Copa. Ele abordou o cenário de oportunidades que a Copa 2014 vai trazer para pequenas e micros empresas (MPEs) de todo o país.

De acordo com Dival, parcerias do pequeno empreendedor com empresários de maior porte, e destes com empresários internacionais, são um passo fundamental para que o setor possa atender às demandas que surgirão com o Mundial.

“Há vários segmentos no qual as MPEs poderão se inserir, como infraestrutura, mobilidade urbana, serviços, viagens. Veja o exemplo de uma agência para locação de automóveis nas imediações de um aeroporto. O contato com empresários de maior porte, que já terão todo um planejamento para o receptivo de turistas na Copa 2014, pode permitir um grande avanço para o empreendimento”, afirmou.

O representante do Sebrae, no entanto, fez uma advertência: não é a realização da Copa de 2014 que garantirá a sustentabilidade do negócio. “É preciso ter em mente que o Mundial será um propulsor, mas a perspectiva tem que ser maior. Vivemos um ambiente econômico extraordinário e não podemos desperdiçar a oportunidade que virá com a Copa 2014 de colocarmos os empreendimentos nacionais em um patamar mais elevado de competitividade.”

Na África do Sul – Outro palestrante, Molefi Oliphant, ex-presidente da Associação Sul-Africana de Futebol, falou sobre as estratégias de preparação de uma cidade-sede para uma Copa do Mundo. “O futebol numa Copa vai além dos 90 minutos. Nosso país cometeu erros, como a construção de estádios que não foram usados, mas soubemos mobilizar governos de cada cidade para cumprirem seu papel.”

Segundo ele, esta atuação conjunta de governos deve também orientar o planejamento brasileiro para que os desafios sejam vencidos em tempo hábil. “O Brasil tem que pensar em 2013, não em 2014. É nesta data que ocorre a Copa das Confederações, que exigirá toda a estrutura que está sendo montada para o Mundial. É uma corrida contra o tempo e o país tem que ter cuidado para vencê-la.”

Fonte: MTur

  
  

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