Centro Histórico de Salvador mantém atmosfera mágica

Patrimônio da Humanidade pela Unesco, local tem o maior acervo barroco do mundo fora da Europa

  
  

Impossível pensar em Salvador sem imaginar a paisagem e a musicalidade do Pelourinho. Também estão no imaginário popular sobre a capital baiana a Praça Castro Alves, o Elevador Lacerda e a Praça da Sé. Todos estes locais compõem o Centro Histórico do município, tombado como Patrimônio da Humanidade pela Unesco, em 1985. O maior acervo barroco existente no mundo, fora da Europa, com cerca de 800 imóveis dos séculos XVII a XIX restaurados, possibilita moradores e turistas reviverem, a cada visita, a atmosfera mágica da história da Bahia e do Brasil.

De fato, uma caminhada entre a Praça Castro Alves e o Pelourinho é um passeio pela história do Brasil. Na praça, que também é túmulo do poeta, pode-se relembrar o aspecto contestador da terceira fase do Romantismo, do final do século XIX, que tem Castro Alves como principal representante. O local também foi cenário dos encontros estudantis da revolução de 1964, em defesa da democracia nacional, além de ser um dos pontos mais importantes do Carnaval de Salvador, primeiro espaço a sediar os famosos encontros de trios.

Em frente à praça, encontra-se o Centro Cultural da Barroquinha, inaugurado no último dia 28 de março como parte da política de revitalização do centro da cidade. As ruínas da Igreja da Barroquinha, matriz do sincretismo religioso, edificada entre 1722 e 1726, foram requalificadas em espaço cultural, que funciona como ponto de encontro para a produção e consumo das artes. "Esta é uma região muito importante da cidade, nós temos aqui essa feira de artesanato que atrai turistas e moradores daqui mesmo e agora com a inauguração do centro cultural tudo está ficando melhor e mais bonito", observa o artesão Franklin Miranda, 29 anos.

O Pelourinho é centro cultural de Salvador e do Brasil. A beleza e a história das igrejas, da Faculdade de Medicina, a primeira do país, e o batuque forte do Olodum e de outros grupos de percussão, como o Cortejo Afro, a Didá e os Filhos de Gandhy, são símbolos da cidade da Bahia.

Fonte: Secretaria de Turismo de Salvador

  
  

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