Governo, academia e iniciativa privada batem bola em Brasília

Seminário debate preparação do país para a Copa e os impactos de grandes eventos no desenvolvimento do turismo nacional

  
  
O Secretário Nacional de Políticas de Turismo do MTur, Carlos Silva (destaque), durante o Seminário Embarque no Turismo

A Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016 são oportunidades importantes para o Brasil melhorar a infraestrutura das cidades, a qualidade dos serviços e produtos turísticos e projetar uma nova imagem no país no exterior. Foi para discutir o impacto de grandes eventos e o papel do turismo no desenvolvimento do país, que representantes de vários setores da sociedade se reuniram nesta quarta-feira (9), em Brasília (DF), no seminário "Embarque no Turismo".

O Ministério do Turismo (MTur) colocou na mesa dados sobre investimentos realizados e projetados pelo governo federal para atender às demandas da Copa do Mundo. “A prioridade é investir em infraestrutura e deixar um legado importante para a população”, afirma o secretário Nacional de Políticas de Turismo do MTur, Carlos Silva. Do orçamento de R$ 4,2 bilhões do MTur para 2010, cerca de R$ 2,7 bilhões serão investidos na construção de estradas, acessos, portos, aeroportos, saneamento básico, sinalização turística e outras obras de interesse turístico.

A infraestrutura terá ainda reforço de quase US$ 2 bilhões do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Corporação Andina de Fomento (CAF). O secretário falou ainda da importância da qualificação profissional e empresarial, que terá investimentos de R$ 420 milhões até 2014, e das linhas de financiamento criadas para a reforma e construção de hotéis.

O presidente regional da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH/DF), Tomaz Ikeda, disse que a hotelaria está se “movimentando” e que tem condições, com aporte de investimentos, de suprir a demanda dos dois eventos internacionais. Ao se referir às linhas de financiamento para a hotelaria, criadas com intermediação do MTur, ele quis saber o volume já liberado. Carlos Silva respondeu que são R$ 600 milhões em projetos apresentados ao Banco do Nordeste, na linha dos Fundos Constitucionais, e outros R$ 200 milhões, na BNDES Pró Copa. No total, estão sendo analisadas propostas de R$ 1,5 bilhão.

O seminário, promovido pela Fundação Assis Chateaubriand, teve um toque acadêmico. A coordenadora do Núcleo de Turismo e Sustentabilidade do Centro de Excelência e Turismo (CET) da

Universidade de Brasília (UNB), Iara Brasileiro, falou do caráter multidisciplinar e interdisciplinar da atividade. A professora abordou ainda o conceito de sustentabilidade: “O turismo deve considerar a cultura e a identidade regionais e deve trazer benefícios econômicos que se traduzam em benefícios sociais”.

Participaram também da mesa do seminário o secretário executivo do Ministério do Turismo (MTur), Mário Moysés, a presidente da Embratur, Jeanine Pires, o presidente da Fundação Assis Chateaubriand, Evaristo Oliveira, e como moderador dos debates o jornalista Marcone Gonçalves. Na platéia, parlamentares, estudantes e representantes das entidades de empresas e profissionais do setor de turismo.

Fonte: MTur

  
  

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