Pantanal - uma das rotas obrigatórias para turistas europeus

Os gringos piram. Os brasileiros se orgulham.

  
  

Um pacote turístico para o Brasil comprado na Europa ou na América do Norte normalmente dura cerca de vinte a 25 dias e inclui cinco atrações essenciais. Há sempre uma capital do Nordeste (Salvador é a mais procurada, mas Recife e Fortaleza também entram na escolha), alguns dias no Rio de Janeiro, outros dois ou três em Foz do Iguaçu, uma parada em uma fazenda do Pantanal Mato-grossense e outra em algum hotel de selva da Amazônia. É a síntese de nossas belezas - mas, por incrível que pareça, esse quinteto de atrações segue desconhecido por muitos brasileiros.

Numa primeira olhada, pouca coisa parece se destacar da paisagem. A vastidão, plana, revela árvores aqui e acolá, um rio ou outro. Mas é só apurar os sentidos para que o Pantanal Mato-grossense revele toda a sua exuberância. Na imensa área alagável, uma mistura de Amazônia com cerrado e com chaco entre os Estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, vivem 650 espécies de aves, oitenta de mamíferos, mais de 250 de peixes e mais de 1000 de borboletas. É uma das maiores diversidades de vida do planeta.

Duas estradas permitem a exploração do Pantanal. Em Mato Grosso, a Transpantaneira, entre Poconé e Porto Jofre, tem 150 quilômetros. Na época seca, você vê os animais nos lagos ao redor da pista, ou cruzando a própria - daí a recomendação de dirigir bem devagar. Nas cheias, o calçamento ajuda a evitar derrapagens, mas alguns trechos alagam. Na Estrada-Parque do Pantanal, aberta ainda nos tempos do marechal Rondon, a travessia de 120 quilômetros acontece entre Buraco das Piranhas e Corumbá (MS).

Para ajudar nas cheias, antigas pontes de madeira surgem a todo tempo: são 87, algumas em estado precário. Na seca, no entanto, é que a proximidade com os animais acontece.

O grande barato do Pantanal é justamente curtir esse zoológico ao vivo e sem fronteiras. Bandos de araras, tucanos, tuiuius, periquitos, garças e tantos outros estão sempre à vista. Veados e capivaras pastam tranqüilamente, mesmo quando dividem terreno com onçaspintadas, lobos, sucuris e jacarés - e esses existem aos montes. Dividindo espaço com os animais nativos, há grandes rebanhos de gado.

São eles os responsáveis indiretos pelo tipo de hospedagem que mais aproxima o visitante do Pantanal: a estada numa fazenda pantaneira. Ao mesmo tempo em que desfrutam da paisagem, fazem passeios para avistar animais ou percorrer os rios da região, os hóspedes podem acompanhar a lida com o gado - há, inclusive, a opção de acompanhar uma comitiva de peões. Os gringos piram. Os brasileiros se orgulham.

Fonte: Governo do Mato Grosso

  
  

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