Primeira edição 2007 da Caravana Brasil gerará R$440 milhões ao País

A Caravana Brasil, uma das principais iniciativas do Ministério do Turismo, por meio da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), chega a 2007 com força renovada. Em sua primeira edição do ano, o programa que traz operadores

  
  

A Caravana Brasil, uma das principais iniciativas do Ministério do Turismo, por meio da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), chega a 2007 com força renovada. Em sua primeira edição do ano, o programa que traz operadores de turismo estrangeiros para conhecer in loco a infra-estrutura turística nacional atingiu 220 profissionais de 32 países.

Divididos em grupos, eles visitaram destinos, em 11 estados brasileiros, nos segmentos de Ecoturismo, Sol e Praia, Negócios e Eventos, Cultura e Esporte. A expectativa é de que a ação renda R$ 440 milhões em negócios ao País.

Em parceria com a BITO (Brazilian Incoming Travel Organization), a Embratur repetiu a estratégia do ano passado e encerrou as viagens com a participação na terceira edição do DBS (Destination Brzil Showcase), evento promovido pela entidade no Rio de Janeiro (RJ), nos dias 28 e 29.

“Este é um modelo interessante para ampliar os resultados das caravanas, porque otimiza a realização de negócios entre os estrangeiros e os profissionais brasileiros de receptivo internacional reunidos no DBS”, avaliou Jeanine Pires, presidente da Embratur, destacando a parceria entre setor público e iniciativa privada.

A abertura do DBS, na segunda (28), realizada no Pão de Açúcar, contou com a presença da ministra do Turismo, Marta Suplicy; do presidente da BITO, Roberto Dultra; dos secretários estadual e municipal de Turismo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes e Rubem Medina; além da presidente da Embratur.

Ao dar as boas-vindas aos operadores, a ministra declarou estar confiante na realização de negócios, especialmente depois dos profissionais terem visitado os destinos que podem vir a comercializar: “Os estrangeiros sabem do Brasil, mas não têm muita informação. Agora, é seu trabalho convencer o seu povo a vir”, disse.

As viagens são sempre formatadas de acordo com orientações do Plano Aquarela – Marketing Turístico Internacional do Brasil, estudo que dá as bases para a promoção verde-amarela no nos próximos anos, e em conjunto com os nove Escritórios Brasileiros de Turismo no exterior.

O objetivo é apresentar uma oferta turística “sob medida”, de acordo com o interesse e potencial de crescimento de cada país trabalhado. Neste ano, a Caravana ainda comemorou a adesão de mercados que estão fora da lista dos que tradicionalmente mais enviam turistas ao Brasil, como é o caso da Escandinávia.

Para o diretor da TAM na Escandinávia e Finlândia, Lennart Sjöblom, cujo grupo visitou Fortaleza e Jericoacoara (CE), “o Brasil é um destino atraente pela sua grande oferta de Sol e Praia, o segmento mais procurado por turistas escandinavos, e pela possibilidade de agregar aventura e cultura, por exemplo”.

Adianta que será criado um comitê para dar maior suporte à comercialização do Destino Brasil no mercado. Será formado por operadoras de turismo, agências de viagens, companhias aéreas, entre outras empresas. Esta foi a primeira participação de Sjöblom na Caravana.

Já a alemã Annett Poemprer, da operadora Tourismus Schiegg, em sua segunda participação, visitou Ilha do Marajó e Belém (PA). Em 2004, ela conheceu o Pantanal e a Chapada Diamantina. De lá para cá, confirma que a empresa passou a comercializar mais Brasil e de forma mais detalhada.

“Ter visitado o destino que você vende é muito importante na hora de conversar com o cliente. A Caravana também é muito útil por dar a chance de conhecer face a face os profissionais brasileiros”, explicou.

Resultados :

Os resultados da Caravana Brasil podem ser medidos em números. Em quatro anos de existência, contabiliza a participação de 1.112 operadores, sendo 784 deles estrangeiros e 328 brasileiros. Esses profissionais visitaram um total de 23 estados, com o objetivo de comercialização.

A ação obteve êxito entre os operadores: 82% das empresas entrevistadas pela Embratur têm a intenção de promover os destinos visitados, não só para diversificação de catálogo, mas também pela singularidade do destino. Efeito ainda mais direto pode ser notado entre as empresas que afirmam já estar promovendo (66%) ou vendendo (64%) as localidades visitadas.

O investimento total no projeto Caravana Brasil no período de 2003 a 2006 foi de R$ 3,9 milhões. O resultado estimado, no entanto, é bastante superior ao investimento. Números da Embratur indicam que somente em 2005 o retorno do programa já supera os R$ 830 milhões. Sinal de que diversificar a oferta de produtos turísticos brasileiros no exterior e ampliar o número de operadores que atuam efetivamente na cadeia de distribuição é uma estratégia que dá certo.

Fonte: Embratur

Del Valle Editoria

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